quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Faça de seu presente um passado sólido

Pensar, preparar se para o futuro é comum, mas poucos pensam no presente para consolidar um passado sem dúvidas, para que ele se torne um degrau sólido para o futuro.


Volkswagen, Mercedes-Benz, Porsche, Opel, Audi e BMW são sinônimos de ótima qualidade e inovação e são importantes veículos de um país chamado Alemanha.
Porém esses carros alemães tão famosos em todo o mundo foram exaustivamente pensados, construídos e testados, para que não falhem nas mãos de seus clientes. Marcas consagradas em todo mundo. Todo trabalho, insucesso, erros do passado tem sido fonte de conhecimento para criarmos excelentes modelos de automóveis que resultaram na fama atual.
Mas, o que é o sucesso de um produto? É o resultado de muito trabalho presente que se consolidaram em conhecimento, acumulado em vários anos de trabalho e experiência que hoje tornaram se passado, trabalhos de nossos experientes antepassados. Ou seja, o que se faz hoje vira passado... que servirá de degrau para galgar novos passos para o futuro.
Tendo me dedicado grande parte de minha vida profissional no ramo automobilístico, mais precisamente na Engenharia do Produto, fui participante de muitos projetos e trabalhos que resultaram em vários modelos de mercado.
Existe um erro crasso na atitude, ao pensar em esquecer o passado, trabalhar no presente para ter um futuro com sucesso. Se você não tem um passado para lhe servir como base, vão lhe faltar referencias para executar algo com segurança que irão refletir se no sucesso do futuro...
Tenho a postura de ser um eterno aluno, pois, quero aprender hoje para acumular conhecimento, que após milésimos de segundos de um relógio se tornarão passado, mas esse conhecimento me ajudará a exercer novos trabalhos como consultor em desenvolvimento de novos produtos.
Para aqueles que querem esquecer-se do passado, existe a triste explicação de que, o que se praticou no presente não foi bem sucedido.
A dica é pensar e trabalhar no presente, para que no futuro, este presente se torne um passado sólido e rico de conhecimentos que irão ser as bases para o futuro. Se o passado não for importante não existiria a figura da escola na humanidade, não haveria necessidade de tirarmos fotografias, livros também não teriam espaço nas estantes.
Nessa era da comunicação eletrônica, da mídia energizada pela internet, pesquisas e perguntas respondidas instantaneamente pelo Google, é preciso ter discernimento para acumular um passado de conhecimentos sólidos e confiáveis.
Entenda se como conhecimento tudo aquilo que interiorizamos, seja conteúdo lido num livro, um sentimento, o motivo de uma cicatriz, um novo acorde de guitarra aprendido numa aula de música, enfim, tudo que se passa com a gente.
Valorizar o passado é escrever a história de nossas vidas praticando e vivendo de maneira correta e consciente o nosso presente. Ter bom senso e discernimento, praticando as coisas com ordem e disciplina...
Ter um futuro seguro é ter um passado construído de maneira sólida com decisões corretas feitas no presente.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

As lentes da criatividade



A criatividade funciona como uma lente. Tudo depende de sua qualidade para enxergar determinada situação

“O mundo é como você enxerga”, diz a filosofia oriental. Portanto, se mudar o modo de encarar os fatos que ocorrem com você, o mundo ao seu redor também vai se transformar. Esse papo pode parecer complicado, mas é muito simples. Cada um percebe um mesmo fato de uma maneira diferente. Todos nós temos uma “lente de percepção” que nos faz enxergar um acontecimento de um jeito particular. Sendo extremo, você pode encarar os fatos com otimismo ou pessismo. Ou seja, há dois pontos de vista de encarar a vida: o lado positivo e negativo. Já parou para pensar em qual dos dois você mais se encaixa?

Vou contar a história que recebi por e-mail, que ilustra muito bem como a maneira de enxergar o mundo influencia as nossas atitudes. Certa vez, uma empresa de calçados enviou dois representantes para a Índia. A missão deles era fazer uma análise do mercado e recomendar à matriz se valeria a pena abrir uma fábrica no país ou não. Os dois chegaram à mesma constatação, mas conclusões completamente diferentes.

O pessimista escreveu:
– Não é recomendável abrirmos uma fábrica de calçados. Aqui todo mundo anda descalço.

Já o otimista, escreveu, empolgado:
– Vamos abrir uma fábrica com urgência. Aqui todo mundo ainda anda descalço.

É provável que cada um de nós tivesse ainda uma reação diferente. Pare para pensar: qual seria a sua? A criatividade também funciona como uma lente. Tudo depende de sua qualidade para enxergar determinada situação. Ao passar por um semáforo, o cidadão normal irá ver somente um conjunto de lâmpadas que avisam quando se deve frear ou quando se deve acelerar. Para o criativo, aquele semáforo representa segurança e trabalho incorporado de uma empresa que se responsabiliza pelo bom funcionamento do aparelho. O criativo enxerga o sistema automático de acionamento, a dificuldade de produção, o controle de qualidade que envolve centenas de responsáveis.

A capacidade de enxergar além da aparência é uma das características mais marcantes dos grandes gênios da humanidade. Um bom exemplo cabe ao físico Isaac Newton, que revolucionou o mundo ao observar a queda de uma maçã. A partir da queda daquela fruta, ele desenvolveu a teoria da Lei da Gravidade, na qual os objetos não caem, mas são atraídos para baixo pela força gravitacional da Terra. Não é preciso ser um Newton para conseguir ter o mesmo tipo de pensamento. É possível adotar uma nova atitude para conseguir mudar a forma de enxergar e questionar os fatos.


Tente enxergar o seu dia-a-dia diferente. Sem compromisso, tente imaginar porque determinada peça é fabricada de um jeito e não de outro, o porquê dela ser montada assim, o porquê dela ser armazenada daquele jeito. Ou seja, tente “enxergar” além da “aparência externa” da peça. Tenho certeza que algo vai lhe incomodar a ponto de você propor melhorias. Isso é apenas um começo, um simples exercício, para você alçar vôos mais longos e ousados no futuro próximo. É só usar a sua lente pessoal de criatividade.

Network, uma ferramenta poderosa



Entenda como o network é fundamental para sua carreira
Criatividade e oportunidade andam juntas. Mais que isso, são parceiras. 


É como se fosse um organismo vivo, no qual uma parte depende da outra para funcionar. 
Se tomarmos como exemplo o corpo humano, podemos dizer que a criatividade é como a cabeça e a chance, as pernas. Uma não sobrevive sem a outra. Um outro exemplo para mostrar essa combinação vem da matemática:

Conhecimento + Criatividade + Chance = Sucesso

Essa equação funciona tão bem na vida quanto no mundo dos números. Se temos uma boa idéia, ela deve ser divulgada para as outros pois não sobrevive sozinha. Através de outras pessoas ela pode se desenvolver, ser implementada, ganhar investimento e assim por diante.

Devemos estar atentos porém, para saber quais são as pessoas adequadas para ouvir as nossas idéias mirabolantes, para juntos alcançarmos o sucesso.

O segredo está em desenvolvermos o tal do network, que nada mais é do que uma rede de conhecimentos segura e confi ante. Após ter uma idéia, com certeza você irá necessitar de pessoas que alavanquem o sucesso dela. Essa é a hora de lançar mão do seu network. Mas você deve estar se perguntando onde encontrar pessoas para formar esse network?

Para os brasileiros que trabalham no Japão, as oportunidades de encontrar pessoas para compor uma rede de conhecimentos está em toda parte: nos fins de semana, no ônibus da companhia, nos corredores da fábrica, na escola do filho, enfim, todo local pode representar uma chance de encontrar o seu parceiro, ou desenvolver sua rede de amigos.

Se temos uma boa idéia, ela deve ser divulgada para os outros para que possa ser implementada. Aí entra a tal da network, a rede de conhecidosUma maneira de iniciar o network é a confecção de cartões pessoais. Assim a pessoa que o recebe tem em mãos seu telefone e e-mail para futuros contatos.Igualmente, cada cartão que você for ganhando guarde não sem antes colocar a data e uma anotação que o faça lembrar daquele contato.

Pode ser uma referência pessoal ou sobre o assunto de que falaram, como: Mário Tanaka, conversamos sobre automóveis/melhorias nos
painéis. Dia 02/01//2005.

Com o tempo, o praticante de network sentirá quem é realmente o seu simpatizante e quem é o aproveitador. Isso vai depender da sensibilidade de cada um.

Não vai demorar para o dekassegui sentir que o network é a fonte de tudo. É fonte de pesquisa, pois terá gente de todas as especialidades, para os quais ele pode perguntar de tudo; fonte de divulgação, pois as pessoas repassarão as notícias e as novidades; e fonte de ajuda pois sempre terá alguém que sentirá a sua necessidade.

Quando Adão e Eva se conheceram, concluíram que já não podiam viver separados, e assim desenvolveu- se a sociedade. Nós devemos contribuir para ela trabalhando, buscando desenvolvimento e dando lucro para as empresas. Portanto é muito lógico e honesto usufruirmos da sociedade, conhecendo pessoas e aproveitando de maneira diplomática os conhecimentos e recursos dessas pessoas.


É a mágica do network, que ampliará as suas chances para o sucesso.

Publicada em 15 10 2005, na revista GAMBARÉ

quarta-feira, 26 de junho de 2013

O poder das perguntas


Se pensarmos, tudo poderá ser alavancado através de uma boa pergunta. Tudo inclusive você. Se seu pai não tivesse perguntado se a sua mãe gostaria de casar com ele eu acho que você nem existiria...

Perde muitas oportunidades aquele que não pergunta, pois permanece na ignorância, guarda dúvidas, e decide errado, simplesmente porque não pergunta.
Se falarmos de perguntas podemos classificá-las desde perguntas imbecis até as estratégicas. E essa última categoria de perguntas, as estratégicas, muitas vezes tem mudado o rumo do mundo.

Todos já devem ter ouvido a história bíblica de Noé e sua Arca, ele a construiu para preservar a continuidade das espécies protegendo-as do grande dilúvio.
“Noé perguntou: Senhor, por que devo fazer isto? Deus respondeu: Mandarei um dilúvio que destruirá tudo o que vive sobre a terra, contigo, porém, farei aliança, entrarás na arca com todos os teus. Noé não tendo mais dúvidas fez o que lhe foi mandado. Trabalhou cem anos na sua construção,...” Imaginem, se Noé não tivesse perguntado, não teríamos a nossa Terra povoada de animais.

Uma pergunta imbecil respondida sutilmente por um gênio:
Pablo Picasso, gênio pintor (1881-1973) autor da obra Guernica, que retrata pessoas, animais e edifícios nascidos pelo intenso bombardeio da força aérea alemã Luftwaffe, controlado por Hitler, ficou famoso pelo realismo.

Conta-se que, em 1940, Paris estava ocupada pelos nazistas, um oficial alemão, diante de uma fotografia reproduzindo o famoso painel Guernica perguntou ao Picasso se havia sido ele quem tinha feito aquilo (pintado o Painel). O pintor, então, teria respondido: "Não, foram vocês!”. (falando da história do painel)

Antever uma pergunta e preparar a resposta antecipadamente é uma qualidade de estrategista.
Na segunda Grande Guerra, Eisenhower, percebendo que os Aliados podiam destruir as forças alemãs, muito mais facilmente, se os contra-atacasse. " Eisenhower, perguntou então ao oficial Patton quanto tempo demoraria para que ele levasse seu exército (localizada a nordeste da França) até a frente de batalha,  para contra-atacar. Ele respondeu dizendo que teria duas divisões prontas para atacar em 48 horas, para descrença de seus colegas. Contudo, antes mesmo de ir para a reunião, Patton já havia dado ordens a seu Estado-Maior para preparar as tropas...antecipando a pergunta de seu superior!

Uma boa pergunta poderá até salvar a sua vida:
Incêndio no edifício Joelma, 1974, morreram 187 pessoas, mas poderiam ter morrido muito mais, o José não quis saber onde era a porta de emergência, mas perguntou onde está o zelador, foi a salvação...

Histórias à parte, no mundo corporativo é muito importante proferirmos as perguntas chaves para armarmos as nossas estratégias.

A diferença entre um funcionário especialista e carreirista está na pergunta. O especialista ao ir numa reunião pergunta sobre qual será o assunto da reunião, o carreirista antes da mesma reunião perguntaria quem vai participar desta reunião. O especialista na sua função procura se preparar para solucionar...enquanto que o carreirista se prepara para dar o bote ou se esquivar de seus futuros concorrentes às futuras promoções.

Continuando, sempre ouvimos falar sobre os EUA como sendo a nação empreendedora que sabe administrar o capitalismo, teorias acadêmicas e administrativas tem sido desenvolvidas bem como gurus das grandes organizações multinacionais tem falado e instruído. Administrar é fazer algo acontecer de fato. Mas, nada é tão simples como perseguir o tema através de quatro perguntas resumidas em: Target, Baseline, Follow up e Feedback. As perguntas respectivas são: Target Qual o objetivo, o alvo? Baseline Qual é a base do trabalho, ou por onde começar? No follow up entendemos que a coisa é bem aberta e trata se de sabermos como está a situação atual do assunto? E finalmente no feedback, colhermos o retorno das coisas. Se o que foi prometido, cumpriu se na íntegra? O que faltou? Quanto custa? Quando? Etc... Recusou? Aceitou? Ou seja, são perguntas que devemos fazer após o envio de uma informação ou execução de uma ação.

Ao longo da história da humanidade se atentarmos, o mundo foi construído através de perguntas:
Perguntas que assombraram a mente de grandes inventores mudaram e melhoraram a sociedade. Por que um objeto cai? Lei de Newton ou da Gravidade, Por que o objeto metálico se atraia? Lei do Magnetismo, Corrente de Faucoult, Como se processam o açúcar para se transformar em energia no metabolismo do corpo humano? Ciclo de Krebs...

Perguntas e solicitações aos políticos e representantes do povo para melhorarem a infra estrutura da cidade.
Perguntas que correram os corredores de hospitais sobre como melhorar procedimentos médicos.
E foram através de conjunto de perguntas, denominadas de prova ou exame, que todos os estudantes de todo o mundo que frequentaram todos os tipos de ensino foram se graduando e formando especialistas e profissionais.

Não devemos esquecer também que os brilhantes profissionais e executivos no início de suas carreiras sobreviveram a saraivada de perguntas nas entrevistas de empregos e por isso estão no mercado contribuindo para mais perguntas a serem feitas para novos profissionais entrantes no mercado.

Dizem os especialistas que elaborar uma boa pergunta é assegurar o sucesso, bem como a seu desempenho depende da quantidade de negativas recebidas nas respostas, vejamos:
•  Numa Loja,
Você quer aproveitar a promoção?
O cliente
-Não
A melhor pergunta
Qual modelo te agradou?
•  Namoro
Você quer casar comigo?
-Não
A melhor pergunta
Quero visitar uma casa para morarmos junto, que horas podemos ir?
•  Na empresa
Chefe, não vou receber um aumento?
O chefe respondendo com outra pergunta sarcástica...
... aumento de trabalho? Cara, você já está atolado...quer mais?
A melhor pergunta
Chefe, qual será o meu salário na nossa empresa concorrente?
Formule perguntas que alavanquem respostas textuais, nunca faça perguntas que possam ser respondidas com simples sim ou não...
Ainda, fazer uma pergunta é importante, mas pense também no que fazer com a resposta que vai receber...! Talvez seja melhor não perguntar.

Tudo é alavancado por perguntas sejam boas ou ruins...portanto não deixem de perguntar

A grande diferença entre o sábio e o inepto, é que, aquele pergunta para nunca ficar em dúvida, enquanto que o inepto nunca pergunta para sempre ficar na dúvida.

sábado, 29 de dezembro de 2012

O espelho, a realidade e a evolução.


O Filósofo e estrategista Sun Tzu já dizia: Conheces teu inimigo e conhece-te a ti mesmo; se tiveres cem combates a travar, cem vezes serás vitorioso. Conhecer a si mesmo parece simples, basta se olhar no espelho...mas como é o seu espelho?

Como seria o seu mundo, caso você não conhecesse a sua imagem? Principalmente as mulheres...
Mas, num passado remoto alguém acabou transportando aquela propriedade do espelho d’água que refletia o rosto humano e inventou o espelho fabricado a partir do vidro, o nosso espelho atual.
Ao longo do tempo assim fomos conhecendo a nós mesmos.
Mas falo de uma imagem mais completa e complexa, a nossa imagem como personalidade, como pessoa com capacidades e defeitos...essa é a imagem que devemos conhecer, de nós mesmos para, a partir dela, conhecer os nossos defeitos, corrigir, ou explorar melhor as boas qualidades e melhorá-las.
Naquela tarde eu e a minha esposa fomos num casamento onde encontramos um conhecido. E o comentário de minha esposa me alertou para um pensamento.
Se ela diz que o meu amigo envelheceu...acho que eu também devo ter envelhecido. Pois isso é lógico, a natureza é equitária.
Aí temos o primeiro espelho. As pessoas em nossa volta.
Como essas pessoas poderão se tornar os nossos espelhos, depende de nossa sensibilidade e perspicácia para interpretar e aprender. Ao olhar um alcoólatra, logo perceberemos o estrago que a bebida fez a sua pessoa, isso poderá acontecer a nós mesmos. Ao ver um ilustre e promissor diretor podemos ver o que o treinamento, exercício, e vivencia daquele cargo fez com a sua pessoa...eles são exemplos de seres humanos como nós, iguais a nós, mas o destino lhes modificou devido a vivencia de cada um, ou seja ao olhar para esses estereótipos, podemos enxergar neles (espelho) o que poderá acontecer com a gente no futuro caso o destino nos agracie com tais oportunidades...
Da propriedade de se enxergar, Independente da aparência, podemos antever também, de maneira ampla, o que poderá acontecer conosco com a sociedade. A educação escolar elementar nos países do primeiro mundo foi a décadas muito bem cuidada e disciplinada com conteúdo cultural rico, hoje eles desfrutam da consequência positiva.
Ao olhar para esse espelho podemos enxergar que o nosso país não é igual àqueles do primeiro mundo sob este aspecto da imagem. Logo, daqui a alguns anos devemos colher os insucessos de acordo com o investido.
Um amigo fiel e sincero poderá ser também o nosso espelho, pois ele poderá nos dizer dos defeitos que carregamos e que nós não enxergamos...ou ainda atitudes, costumes, cacoetes...etc que praticamos por descuido. 
Da palavra espelho, podemos evoluir para o termo espelhar de mesma raiz etimológica, para através dos espelhos que o mundo nos oferece tentar ser igual aos modelos que encontramos, para ter o mesmo sucesso daqueles que nos antecederam.
São os casos de campeões dos esportes, cantores famosos, profissionais capacitados, executivos e outros.
Neles podemos ver a realidade que talvez a gente não enxergue, a realidade que falta para que cada um de nós atinja o objetivo pessoal.
O espelho, portanto é sempre uma referencia que serve de comparativo para a nossa imagem própria, ou a realidade, para, a partir dela nos balizarmos para obter os resultados desejados.





sábado, 27 de outubro de 2012

Guia para a Copa do Mundo 2014 no Brasil

Servir um visitante estrangeiro no nosso país requer mais do que aprender um idioma simplesmente, mas dominar o idioma deste visitante. Eram 5h30min desembarquei no Aeroporto de Zurich para um voo de conexão a China Shanghai. Procurei um Taxi perua, pois estava com muitos embrulhos e bagagem. No fim da fila de taxis avistei uma Van, dirigi me ao seu motorista (em alemão pois não falo suíço), e perguntei...Sind Sie besetzt oder? (você está ocupado?) Ne Bin Ich frei...(estou livre) A partir daquele momento o papo “rolou” bem, pois o motorista, apesar de estar num território suíço falava com fluência e se fazia entender o que eu transmitia com meu idioma alemão. Sua colaboração foi fantástica, ajudando-me nas bagagens até o balcão de recepção do Hotel, e acreditem, ajudou-me a preencher o cartão de registro de hospedes...na despedida quis agraciá-lo com uma gorjeta mas também não aceitou. Após três meses, já executado a minha missão em Shanghai, retornei àquele Aeroporto e procurei por uma van, para o transporte de retorno. Os taxistas disseram que se eu esperar por 30 min viria uma Van para a corrida até o hotel. Fiquei feliz que a Van viesse e o motorista já pegou as malas e pós no bagageiro. Eu já estava sentado dentro do carro. Ao adentrar, o motorista deu um bom dia em alemão e perguntou como foi a viagem...? -Nossa...!, Como o Sr sabe da minha viagem, perguntei. +Ora não é sempre que aparece um japonês falando alemão...disse o taxista sorrindo para mim. Ou seja, ele se lembrou de mim, hoje tenho muitas saudades dele, e o papo na viagem de volta foi o mesmo. Muito animado e gentil nas respostas, e ele acabou por contar a sua história, dizendo que veio de uma família de imigrantes da Grécia, seu pai foi trabalhador braçal, e ele conseguiu cursar o 1º grau, tirou carta de motorista profissional aprendeu dois idiomas estrangeiros para melhor servir aos estrangeiros. E esse é o ponto que eu me apego para o tema, tornar se um guia turístico, requer mais do que aprender um idioma simplesmente, mas dominar o idioma deste visitante e costumes. Numa outra viagem à Bahia, conheci um taxista que resolveu aprender inglês para servir os clientes por ocasião da Copa do Mundo 2014 no Brasil, tinha iniciado o curso há dois meses, cujo total seriam 36 meses. Perguntei lhe se ele estava contente com o curso, afirmou positivamente, mas ele não saberia perguntar: Para onde o Sr quer ir? Após algum tempo ele me encontrou e disse que tinha aprendido a tal frase que lhe daria a condição de dialogar com o cliente, mas que era muito longa e talvez eu pudesse ajudá-lo a pronunciar. Nesse momento lembrei-me do motorista de ônibus no centro de Londres que se comunicava excelentemente bem para cada passageiro que subia no seu ônibus. Mas a frase que o motorista brasileiro tinha aprendido na escola era: Sir, could you please tell me where do you wish to go? (Senhor poderia me dizer, por favor, para onde deseja ir?) E a frase do motorista inglês em Londres era: Where to? ( Para onde?) A partir daí o amigo baiano e taxista convenceu se de que a melhor maneira de aprender um idioma é na rua...solicitou-me, então umas 10 frases para conversar com os “gringos.” Aí vão as frases sugeridas por mim para aprender inglês em 2 semanas: 1. Where to? (Para aonde?) 2. The address please! (O endereço por favor) 3. Tomorrow, same time? (Amanhã no mesmo horário?) 4. Will be in cash? Credit card? ( Será a vista? Ou Cartão de Crédito?) 5. It’s here! (É aquí) 6. My name is…my card (Meu nome é…meu cartão) 7. This way…or …? (por esse caminho…Ou) 8. Airport? Which Company? (Aeroporto? Qual companhia?) 9. Please wait…no change ( Espere por favor..sem troco) 10. Careful please! (Cuidado por favor) Muito agradecido e animado, o baiano taxista copiou as frases em vários cartões e distribuiu aos colegas, porém tomou o cuidado de colocar no rodapé o meu nome “Jorge Eiti Okazaki, Guia turístico para a Copa do Mundo 2014 Brazil.”

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Criatividade e inteligência nos negócios

Da era do artesanato, era industrial, estamos entrando na era das inteligências de negócios. Mas como entender sobre inteligências de negócios, onde estão ou como desenvolver uma? Zíper é aquele pedacinho de peça do vestuário que possibilita a abertura e o fechamento de uma abertura na roupa, mas é também o termo usado no trânsito de muitas cidades no exterior. A cena me impressionou, embora o congestionamento estivesse grande e estressante, naquele entroncamento de ruas os carros se revezavam disciplinadamente para que cada lado pudesse progredir no entroncamento num perfeito "zíper" Assim como, as ruas têm placas de direções de localidades, as faixas no chão são bem traçadas sem deixar dúvidas e preferências de fluxos são bem sinalizadas. Neste ambiente, ao respeitar esses sinais de transito, podemos arriscar a dizer que é muito difícil ocorrer um acidente de transito. Existe uma "inteligência" por traz desse sucesso no trânsito, a inteligência é EVITAR CONFLITOS, pois os conflitos nascem das dúvidas, indecisões, falsas interpretações e suposições... O desenvolvimento das inteligências é infindável, como já mencionado, O CONFLITO é uma coisa combatida no trânsito, porém necessária, necessária e importante em um outro seguimento: nas novelas brasileiras... pois é, não é possível imaginar uma novela sem conflitos... Outros segmentos também baseiam se em suas inteligências para existirem no mercado. O poder de escolha é um fator muito forte para alavancar o consumo, vejam por exemplo o nascimento de uma marca de xampu no final da década de 50, onde ela decidiu oferecer ao mercado três cores de um mesmo produto químico, só para criar o PODER DE ESCOLHA no consumidor...uma grande inteligência de negócio. Ainda no segmento de xampus achei uma boa estratégia uma marca de xampu informar que na sua versão anti caspa continha zinco piritiona, ora TODOS os xampus anticaspas tem esse componente químico, mas como a marca decidiu informar o público sobre esse componente, nasceu a seguinte fofoca nos salões de cabeleireiros: - gente! comprei um shampoo com zinco piritiona, é muito bom ...! no caso a informação deu ao consumidor a oportunidade de consumir um produto com VANTAGEM NO CUSTO BENEFÍCIO, além de conquistar o consumidor ele acaba se tornando parte de uma PROPAGANDA VIRAL, outra inteligência poderosíssima do século XXI.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Feasibility, viabilidade, exequibilidade...ser realista

Ele falou que dava certo mas não funcionou. Ele prometeu mas não cumpriu. Ele planejou mas não conseguiu executar. Nestes casos faltou uma análise de viabilidade...o primeiro degrau para um resultado realista.


A descrença sobre uma pessoa talvez seja a pior parte de um relacionamento neste nosso mundo moderno, ela é o início de uma ruptura de confiança seja num relacionamento amoroso, empresarial, profissional, ou outro qualquer.
O princípio da descrença poderá ter iniciado por uma quebra de promessa ou insucesso de uma promessa não cumprida por falta de análise da viabilidade de execução do planejado. Ou seja, a pessoa não fez o prometido por que achou que dava para fazer e não fez...

A cena é comum no segmento de desenvolvimento de softwares, ambiente de desenvolvimento onde se “manipulam” conceitos subjetivos e obter soluções milagrosas.
Exemplo: "É só adicionar um botão ali naquela tela do programa..." (sem pensar se é possível adicionar o tal botão de forma tão simples), "É só montar uma planilha..." (sem verificar se os dados podem ser obtidos para montar a planilha).
Resultado: Nada do prometido ou suposto acontece...

No mundo automobilístico presenciamos desfilar nas ruas modelos de automóveis encantadores, chamativos e potentes. Por trás de todo esse sucesso existem milhares de profissionais especializados em suas áreas, cuidando de seus compromissos com os objetivos de cada tarefa perante a marca e a empresa em que ele trabalha.
São inúmeras tarefas interligadas com outras tarefas de seus colegas, sempre convergindo para a fabricação e venda daquele que irá nas mãos dos clientes para conquista da satisfação plena.
Mas, detalhando melhor, um carro nasce através de uma profunda pesquisa no mercado de sua potencialidade de consumo, fato seguinte é ”modelar” em argila, chamada comercialmente de CLAY.
Este modelo, chamado de Design Model é a primeira materialização daquela pesquisa de Marketing. Nem sempre o que está “modelado” ali é possível transformar em “máquina rodante”.
A pergunta clássica no meio automobilístico e empresarial é: será que é possível fabricar o que estamos vendo na argila? No modelo apresentado para a Presidência e Diretoria? Em outras palavras aquilo apresentado é VIÁVEL fabricar? E como diriam os americanos...Is it feasible?

Daí a etimologia da palavra FEASIBILITY, em português VIABILIDADE, ou misturando se tudo temos: Estudo de Feasibility, disciplina praticada nas montadoras para analisar os riscos e viabilidade de um sonho empresarial, de um projeto na fase de concepção.
Porém, aprendida da indústria, hoje com a prática da gestão do conhecimento, nada impede que o estudo de feasibility seja exercido por todos nós em ocasiões simples, como reforma de uma casa, planejamento de uma festa de casamento, viagem ao exterior, fechamento e assinatura de um contrato de negócios. A dica é vislumbrar os riscos baseando se na experiência passada.
Aliás, parte da teoria de Darwin, onde ele sempre dizia que Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças é aproveitável também no estudo de feasibility, pois, muitas vezes tentamos aproveitar o passado, por uma questão de solidez em atingir o sucesso, adaptando lhe inovações tecnológica.

Concluindo, podemos dizer que, para qualquer empreendimento não custa nada analisarmos por detalhe a viabilidade, a exequibilidade do projeto como parte da análise de riscos. Com esta prática certamente aumentaremos o nosso grau de confiabilidade pessoal.

domingo, 21 de agosto de 2011

Produto não! Inteligência de Negócios

Quando ele sentiu que não conseguiria pegar a lebre que fugiu muito rápido, resolveu acertar lhe uma pedrada para apanhá-lo e comê-lo. Antropólogos afirmam que aquela pedra foi a primeira ferramenta criada pelo ser humano. Eu afirmo que foi criado naquele instante o primeiro produto e talvez uma inteligência de negócios...

Na verdade, da pedra para o pedaço de galho, tacape, faca, armadilhas foi uma evolução rápida, da idade das pedras ao homem moderno, 100 milhões de anos, até que um esperto achou que ao dar a ferramenta para o seu amigo deveria "cobrar o preço de R$ 160,00", pelo trabalho, tempo despendido, garantia ofertada, embalagem, durabilidade etc...
Tento definir, portanto, que produto é tudo que tem pelo menos um nome, tem valor funcional, é possível comercializar, tem classificação fiscal, e conseqüentemente alavanca circulação de impostos, necessita de mão de obra para a sua existência, necessita e proporciona desenvolvimento de infra-estrutura fabril e da sociedade, dá lucros à empresa fabricante.
E foi justamente o aperfeiçoamento da fabricação de um produto, o automóvel, que levou um cidadão norte americano, Henry Ford (1863-1947), a revolucionar uma empresa automobilística a partir de janeiro de 1914, introduzindo a primeira linha de montagem, fundando assim a era da automação e produção em massa.
Até o final da década de 80 o entorno de um produto consistia se numa empresa (1) que o fabricava através da força braçal e experiência de um trabalhador (2), que segundo ordens do patrão fabricava o produto para ser ofertado ao cliente (3). A legislação (4) em vigor não fazia nenhuma menção a um produto de consumo.
A partir de 1987, com a introdução da ISO 9000 que inicialmente tinha a mesma estrutura da norma britânica BS 5750 baseando-se nos pilares da qualidade: garantia da qualidade no projeto, desenvolvimento do produto, montagem e prestação de serviços finalmente introduziu a qualidade nas empresas e organizações que criavam novos produtos.
Na mesma ocasião o cenário da fabricação, oferta ao cliente, e venda do que se fabricava, foi drasticamente mudado com o princípio da demanda e preço competitivo, ou seja, só se vendia o que o mercado necessitava, por um preço justo, e um valor competitivo onde a empresa competente vencia por praticar o famoso custo versus benefício.
O Código do Consumidor, Lei 8.078, de 11 de setembro de 1990, em vigor a partir de 11 de março de 1991, nasceu por ser uma garantia constitucional, e acabou por cercar o produto de consumo, como uma excelência a ser praticada pelas empresas.
Não é preciso mencionar que só os melhores sobreviveram à quantidade de exigências, e continuar a atuar como empresários, pois em 1990 iniciou se a gestão governamental do Fernando Collor de Melo impondo a abertura do mercado nacional para a importação colocando os nossos "produtos tupiniquins" de cara contra os "importados". E foi do Collor a famosa frase onde ele disse na ocasião que o "Brasil não produz carros, mas carroças"
Tamanha pressão fez com que os empresários investissem mais em suas "fábricas de fundo de quintal" para transformá-los em empresas competitivas. O fechamento deste ciclo se deu com a abertura de várias empresas para o mercado de capitais, seja para acionistas nacionais seja para estrangeiros.
Oficialmente, o Decreto-Lei nº 1.401/76, o processo de internacionalização do mercado chega ao país no final da década de 1980, sendo seu marco inicial a edição da Resolução do CMN nº 1.289/87 e seus anexos. Já em 1990, o movimento de abertura da economia brasileira, aumenta o volume de investidores estrangeiros em empresas brasileiras. Bem como, algumas empresas brasileiras começam a acessar o mercado externo através da listagem de suas ações em bolsas de valores como a New York Stock Exchange, sob a forma de ADR'-s - American Depositary Reciepts com o objetivo de se capitalizar através do lançamento de valores mobiliários no exterior.
As profundas transformações ocorridas no cenário da infra-estrutura econômico-industrial fizeram os quatro pilares de produção de um Produto mudarem de Empresa para Acionistas (1), de Trabalhador para Especialista (2), de Cliente para Mercado (3), e de Legislação para Direitos (4).
Para que tudo isso seja inteligentemente administrado muitas empresas que há pouco mantinham a estrutura organizacional com diretores comerciais e industriais, gerentes, administradores e engenheiros, e ainda operários, passaram a operar com Gestores de Negócios e estruturas organizacionais "on demand".
Gestor de Negócios, 42% das empresas do país recrutam esse tipo de profissional que tem o conhecimento técnico e de negócios, que sabe se relacionar com os demais departamentos de uma empresa, que tenha visão estratégica, e finalmente, que conseguem desencadear oportunidades e sucessos empresariais.
Aquele Produto passou então a ser uma Inteligência de Negócios, que, somada aos quatro pilares, Acionistas, Especialista, Mercado e Direitos resulta no Capital intelectual, comercializado inteligentemente através de uma Marca que no mercado vale milhões de dólares...
Postado pela primeira vez em 16 de maio de 2011, às 16h28min
no site http: www.administradores.com.br

Satisfação do cliente, entenda para ser o melhor


“ÍNDICE DE SATISFAÇÃO DO CLIENTE” foi uma forma criada para avaliar um produto para que ele seja o melhor do mercado. Devemos antes de tudo identificar o nosso cliente, pois, muitas vezes a solução para satisfazer, nem sempre está no produto em si, mas está por trás do processo de fabricação deste produto, bem como nas ações em torno para chegar ao cliente.

Quando ele releu o relatório percebeu um erro, pediu para o seu gerente revisar o trecho do parágrafo urgentemente, pois na manhã seguinte teria que ser apresentado na grande reunião semestral de metas da empresa.
Após minutos o gerente voltou com o relatório corrigido, o diretor pegou o original e num piscar de olhos diante de seus funcionários surpresos, colocou o numa máquina de Xerox para replicar várias cópias, sem se preocupar em "pedir para uma secretária" executar a tarefa de tirar as cópias Xerox.
Tirar cópias Xerox não é comumente o serviço de um diretor; Dona Vera, funcionária dedicada, se prontificou a ajudar o chefe, ao que outra vez teve uma grande surpresa.

- Vera deixe que eu mesmo tiro as cópias,... No momento essa é a tarefa mais importante de nossa empresa pois quero comunicar aos meus acionistas a boa surpresa do conteúdo deste relatório...

O significado de satisfazer um cliente, está muitas vezes alicerçado numa estrutura de trabalho onde cada funcionário e seu ato visam chegarem ao objetivo da maneira mais eficiente.

Depois de feito a compra no Sacolão, o "Branquinho" já estava no Caixa ao meu lado, ajudando-me a empacotar a minha compra de saquinho a saquinho.
A Eficiência conquista o cliente, e ele se sente satisfeito em ter adquirido um serviço que foi executado da melhor maneira possível.
E foi o que o Branquinho entendeu, após anos de convívio, aquele Flanelinha evoluiu no seu meio. Hoje além de ajudar a manobrar os carros, dirige-os para as senhoras que encontram dificuldade em encaixar os veículos nas respectivas vagas, e por extensão, ajuda também a carregar as sacolas do Mercado, e hoje, ele achou que eu precisava de um empacotador.
O Branquinho na sua humilde maneira de ajudar o próximo, pratica sem dúvida a filosofia de satisfazer plenamente o seu cliente.

Samuel Klein em sua rede de lojas lançou uma ação de marketing sem precedentes: O perdão da dívida de quase 1 milhão de clientes inadimplentes. No final, a empresa perdoou 932 000 clientes, absorvendo quase 260 milhões de reais. Mas o resultado foi que 10% deles voltaram às compras. No início de 1999, enquanto todo mundo diminuiu prazos de financiamento e aumentou os juros por causa da desvalorização do real e da desaceleração da atividade econômica, os Klein decidiram fazer o oposto. A rede estendeu o financiamento e baixou os juros de 6,9% para 3%. Fechou o ano com 1 milhão de novos clientes. Para o Samuel a fórmula de satisfazer o cliente foi dar lhe condições para novas compras em suas lojas, perdoando a dívida. E aí vai uma das regras de ouro para quem atua na área comercial: Manter um cliente satisfeito é mais fácil que conquistar um novo duvidoso.

Num Hipermercado de materiais de construção, um pensamento estratégico orientou aquele senhor que ao ver um cliente perdido na gôndola de torneiras não hesitou em ajudá-lo.
A- Pois não?
C- Eu estou procurando o mesmo modelo de torneira para trocar na pia do banheiro de casa...mas pelo jeito está um pouco caro.
A- Posso saber qual o defeito?
C- Ele vaza pelo corpo.
A- Acho que você precisa comprar somente um kit de reparo, pois a torneira ainda está muito conservada. O kit custa somente R$ 10,00 e a torneira completa R$ 430,00.
C- Puxa, obrigado pela dica...o senhor trabalha nesta loja?
A- Sim...eu sou o dono desta loja.
Comentário, ...para aquele dono a melhor forma de ganho seria vender uma nova torneira, mas ele preferiu conquistar o cliente deixando o satisfeito em economizar o seu dinheiro.
Pratique a melhor maneira de satisfazer o seu cliente para ser o melhor do mercado.
Fonte de pesquisa:
http://exame.abril.com.br/negocios/empresas/noticias/segredos-da-periferia-m0042972
Postado pela primeira vez em 13 de julho de 2011, às 14h34min,
no site http: www.administradores.com.br

terça-feira, 28 de junho de 2011

Se minha idéia funcionasse

O criativo muitas vezes desiste de ir adiante com suas idéias porque um dia sua idéia não funcionou, e numa outra vez também, e muitas outras depois, porém ao analisar o insucesso, ele vai perceber que não é a idéia em si nem a criatividade que não funcionaram, mas sim as situações em torno da idéia e que não funcionaram... Portanto, para que a criatividade tenha êxito devemos nos armar de alguns cuidados
Fazer acontecer uma idéia criativa é saber administrar situações, fatos e pessoas, são cuidados, que deverão ser observados pelo criativo, para que a sua idéia chegue ao objetivo.


Construir, desenvolver e preservar um Falso Paradigma poderá levar a um resultado inteiramente diferente, pois os falsos paradigmas são verdades assumidas pessoalmente, ou seja, só aquela pessoa acha que algo funciona daquela forma. Pedro achava que todo executivo que usava gravata laranja era alegre, até que descobriu que o seu amigo com depressão gostava de usar gravata laranja...Falso Paradigma.

Todo ser humano psicologicamente é constituído de Três Imagens, a sua própria imagem interior, mesmo desvirtuada por ele, seja supervalorizada, seja subestimada. A segunda imagem, o que pretende e que “costuma vender” para os outros, e ainda, no mundo real existe outra imagem, aquela que os outros pensam dele, a terceira imagem... O equilíbrio destas três imagens influencia muito na sua proposta de idéias, pois as três imagens deverão estar alinhadas. Ele poderá estar pensando em ser o que não é, e as pessoas enxergarem outra pessoa nele, nessa situação a sua idéia com certeza não terá sucesso simplesmente por falta de sentido. Por exemplo, como um funcionário poderia opinar sobre detalhes operacionais de uma diretoria, pois ele se acha valorizado e a altura de um diretor, ou como aquele diretor pôde dar uma idéia tão mesquinha na reunião da presidência, será que ele está exercendo plenamente a figura de diretor?

Errar é humano, mas que esse humano não seja você, que está querendo levar uma boa idéia adiante. A frase infelizmente não funciona para o criativo que quer empreender uma boa idéia. Acho prático e importante observarmos os cinco NÃOS para que sua criatividade chegue ao resultado. Não esquecer, Não confiar, Não adiar, Não desprezar, Não desperdiçar.

Não esquecer parece ser um conselho muito simples, porém difícil de evitar. Com a prática e observação não é difícil criar rotinas, anotar em bilhetes, colocar objetos na mesa que lembrem o compromisso, pedir para alguém lembrá-lo do assunto.

Não confie. Um sujeito motivado poderá ser traído pela confiança, seja pela segurança em si próprio, seja pela confiança nos outros, aliás, essa é uma das piores falhas, pois nem sempre as pessoas estão afinadas com os seus atos. Eu pensava que ele iria fazer... Mas ele não fez...

Não adiar, significa não perder o trem, não deixar passar a época correta de implementar uma idéia criativa. A fantasia era para o carnaval, a próxima só no ano que vem...

Não despreze a ajuda de um amigo, não despreze um conselho profissional, são elementos que somam se na sua caminhada para atingir o objetivo de sua criatividade. Alguém duvida que um menino com seu dedinho tapando o buraco do dique que protegia a Holanda, salvou este país de uma inundação catastrófica...?

E por fim Não desperdice, pois aquilo que você usou em abundância poderá faltar justamente na hora de demonstrar a sua idéia criativa. É o caso da idéia que necessitava de combustível para funcionar, o criativo não se preocupou em usar o combustível com moderação, no dia da demonstração acabou o combustível...

O sucesso de uma idéia é diretamente proporcional a necessidade de alguém, ou seja, quanto mais a sua idéia for próxima da necessidade de alguém maior o sucesso e aceitação. Para que possamos entender melhor a necessidade de alguém devemos praticar a tal da Empatia, colocar se no lugar de alguém que tem aquela necessidade, pensar como ela. Só assim vamos ter sucesso no nosso empreendimento.

Entender os Valores das pessoas é um bom início para se ter uma idéia criativa. Para uma mãe, os filhos são a máxima importância, porém para essa mesma família o filho tem os estudos como o principal objetivo, e o que diria do paizão que não pensa em outra coisa senão resolver um problemaço de seu trabalho. Os valores são diferentes. O que criar? No caso, um valor em comum para essa família seria o seu lar, a casa. Todos necessitam dela para viver e conviver com a família, portanto um campo para se criar.

Neste mesmo exemplo, o que criar nesta casa é uma pergunta difícil de ser respondida, pois as variáveis são inúmeras. Cada pessoa iria enxergar uma necessidade, pois cada uma tem uma Lente por onde enxerga de certa maneira as coisas. Essa sua Lente poderá te trair, pois as Lentes pessoais são construídas baseadas em seus valores, culturas, traumas, sucessos, paradigmas etc.. que poderão distorcer a sua visão do mundo. A cor preta na China é nobre, no ocidente é luto

Tudo gira em torno de Pessoas e Situações, parece muito abrangente e disperso afirmar isso, mas a relação pessoa e situação poderá resultar em sucesso ou fracasso. Falar sobre investimentos num velório para um empresário terá a mesma dificuldade que vender plano funerário numa festa de aniversário de um adolescente.

Com o tempo a nossa corrida para a perfeição das idéias, muitas vezes necessita de um referencial, um parâmetro, uma orientação,... Sempre recomendo seguirmos um Guru, seja ele uma pessoa amiga, um poeta, um cientista, pois estes Gurus já praticaram com sucesso algo que você eventualmente esteja almejando hoje, assim você terá pelo menos uma trilha a seguir.

Finalmente, e ainda falando de Gurus, são pessoas iluminadas por qualidades e experiências e que dizem coisas maravilhosas para nossa orientação e motivação. Essas coisas ditas acabam se tornando em famosas Frases, ficando eternamente na história da humanidade.

Não sabia que era impossível, mas ele foi lá e fez... (Jean Cocteau 1889 – 1963)

(postado pela primeira vez no site www.administradores.com.br em 15 de junho de 2011, às 22h44min)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A fila

A vida é percorrer um imenso caminho... Para ser o líder desta trajetória, ser professor, ser único, muitas vezes significa estar numa fila, pois fazer o que todos fazem é estar em algum lugar nesta fila, copiando quem está a sua frente, mas para liderar essa fila é necessário ser criativo.

O universo anda, a Terra se move, a sociedade se transforma; se analisarmos vamos enxergar sempre filas, uma sucessão de fatos e uma seqüência de acontecimentos. O universo é um tipo de uma grande fila.
Ao nascer, o ser humano passa a integrar a fila de sua vida, onde os fatos da evolução animal vão aparecendo e podemos até por antecipação, prever algumas coisas baseando se no que acontece com nossos pais e irmãos mais velhos. Eles vão deixando para trás os acontecimentos e vão ficando mais experintes, velhos, idosos e senis. É uma escola onde adquirimos o conhecimento natural das coisas só pelo fato de conviver. São experiências que vão acontecendo na parte da frente desta grande fila que é a nossa vida.
Somos um ser vivo de 200 000 anos de evolução onde um sempre teve a chance de olhar a sua frente na fila da evolução. A partir do primeiro homem os demais sempre tiveram a chance de ver o que poderia fazer, ou acontecer por antecipação.
Por opção é possível mudarmos de fila, são as vontades próprias, motor do desejo e coragem próprios de poucos. É isso que fascina os homens a serem os primeiros da fila, custe o que custar, dificuldades, dissabores do fracasso, mas tentar, lutar e vencer os obstáculos para finalmente ser campeão. E aí vai uma explicação biológica, onde especialistas dizem que o homem carrega no seu gene a vontade de evoluir, fazendo com que a gente odeie as filas... a fila da acomodação, da mesmice, da rotina, e que nos impulsiona a fazer andar a fila das novas conquistas.
A fila muitas vezes é o termômetro dos fatos, onde há muitos deve haver uma razão, e uma explicação, seja fracasso ou sucesso. Uma oferta de preço, uma oportunidade de emprego, são fatos materiais, mas há também uma fila ideológica onde os revolucionários puxam, a frente de uma revolução.
Olhar e perceber que existe uma fila já é um progresso, reconhecer que existem antecessores a você, ser humilde e perceber que existem melhores que você, esperar a sua vez, ou preparar se para evoluir na fila.
Ainda, nem sempre podemos ser admitidos numa fila, talvez tenhamos que nos qualificar para pertencer a essa fila, mas a grande vantagem é que o seu antecessor na fila poderá ajudá-lo e instruí-lo como fazer para andar junto com ele na fila. No mundo empresarial essa coisa que está sendo motivo da fila poderá ser o conhecimento empresarial, que hoje chamamos de capital intelectual, uma parte dele, chamada de inteligência de negócios, que poderá ser repassado nesta fila para a sua evolução empresarial.
Podemos ter atitudes e filosofias próprias e não querer entrar em algumas filas, pois por experiência de outros podemos antever o resultado que não nos interessa.
Dos mestres nascerão outros mestres, feliz aquele que tem um mestre, pois a vida é um eterno aprendizado, o nosso mestre foi um ser como nós, somente evoluiu na fila de sua matéria, vai chegar também a sua vez de liderar os seus pupilos e aprendizes.
Criar é algo novo, e não tem igual na parte da frente da fila, pois, aquilo está nascendo naquele instante e ninguém nunca fez igual, portanto, ao criar você passará a estar na frente de uma fila de seguidores de sua idéia.
Portanto, perceber que existe uma fila, ser humilde e esperar a sua vez, ou ser criativo para liderar uma fila são duas atitudes importantes.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Gestão do Conhecimento de maneira simplificada


Antes era sabedoria, alguns disseram que era experiência, daí falamos em Knowhow, hoje só se fala em Gestão de Conhecimento. O mais surpreendente é que já praticamos isso, porém de maneira amadorística...



O quarto estava uma bagunça, a mãe deu uma bronca e tudo se arrumou...porém dois brinquedos ficaram fora da ordem...não tinha onde guardá-los. Nem eram para serem guardados, não eram importantes para a garotada.

Assim temos praticado a gestão do conhecimento, sem termos consciência da tecnologia nem etimologia da palavra, ou seja, guardar, ou armazenar, ou “salvar” o que nos interessa nas gavetas, armários, arquivos, armazéns, ou “data warehouses. “

Sempre bem guardados com chaves, senhas, ou “encriptados” e enviados para bem alto onde as crianças não alcancem, encima do armário, ou até nas nuvens, “Cloud Computing”, acreditem isso existe, tecnologicamente falando...

O desespero acontece quando a mãe manda buscar uma coisa que ela mandou guardar e a turminha não lembra onde guardou e a procura, ou “search”, começa pelas gavetas, é como se fosse garimpar no deserto a procura de ouro, novamente, garimpar, “mining”, “data mining”, tudo a ver com a informática atual, no modelo BI, ou seja Business Intelligence, ou ainda Inteligência do Negócio...

A mãe organiza toda essa bagunça antes de responder o que fazer com o resultado, sem dar conta que organizar é MIS, Management Information System, Sistema de Gestão da Informação. Sem isso a gente não saberia o que fazer com aquilo que a mãe mandou buscar.

No mundo dos negócios, partindo dos primórdios da industrialização, usamos o termo, sabedoria e experiência na época artesanal, know how na era pós 2ª Grande Guerra, com o domínio americano, e agora, na entrada do Milênio Gestão do Conhecimento.

Voltando ao quarto da garotada, e praticando analogia, a gestão do conhecimento, arruma, guarda o que é importante, ou joga fora o que não está no contexto,ordena para facilitar a busca posterior, e cria gavetas para ordenar e guardar coisas novas, sempre bem guardadas ou por senhas ou em locais remotos, fora do alcance de pessoas não autorizadas, sempre tendo em mente que não devemos esquecer em que gaveta está guardada um determinado assunto.

No mundo dos negócios a gestão do conhecimento tem sido fortemente disseminada, pois, todo negócio é tocado por uma inteligência, Business Intelligence, ou seja um jeito de fazer as coisas, Know-how, para ter lucro e prosperidade.

Não devemos esquecer que toda essa organização está nas pessoas, que sabem onde procurar, como procurar e como atualizar, sempre trocando as coisinhas que estão nas gavetas dos arquivos,e isso custa dinheiro, e vale dinheiro, é o capital intelectual das empresas, incluindo se nisso as marcas famosas, por exemplo a Google que segundo Millward Brown Optimor (agosto 2009) vale 100 bilhões de dolares, seu rival Microsoft US$76.2 e a Coca-Cola US$67.6.

O conhecimento da mãe que cuida da casa talvez não valha monetariamente tanto quanto, mas grande importância é que garante o sucesso de toda a família, daí o grande objetivo da Gestão do Conhecimento é gerir o nosso conhecimento, saber de maneira ordenada, para ter sucesso nas coisas, procurando e aprendendo, o que for necessário para atingir os objetivos.

sábado, 9 de outubro de 2010

Sou mais um ser como você

O mundo corporativo ajudou a difundir o curriculum vitae, ou simplesmente currículo um instrumento de penetração no mercado empregatício. Hoje, o profissional é escolhido por algumas diferenças descritas nesse pedaço de papel.

Se analisarem friamente, sob a ótica teológica, antropológica e da medicina sou mais um ser como você, talvez com uma pequena diferença na formação e experiência profissional, pois trabalhei mais de 30 anos em empresas e indústrias multinacionais, desenvolvendo produtos de consumo, talvez tenha mais alguma diferença ainda pois tive oportunidades de residir em 4 países no exterior, dos quais a mais longa foi na Alemanha, por quase 3 anos e meio com a minha família, gerenciando o desenvolvimento do modelo POLO da Volkswagen, onde, em sua filial no Brasil, trabalhei por longos 26 anos, sendo 8 anos como executivo, outros países como Inglaterra (um ano), participando no projeto ESCORT, Espanha e China também fizeram parte de minha história profissional.

Talvez a outra diferença com relação a você, seja o meu dom de pintar quadros, (sou membro da APBA, Associação Paulista de Belas Artes) com a técnica de espátula em vez do uso do pincel para comunicar as formas na tela, esse dom descobri ainda na infância, pinto quadros, portanto, quase a minha vida inteira, que iniciou no bairro da Saúde, em São Paulo, Capital, exatamente no dia 02/06/1953.

Por conta dessas experiências hoje exerço a atividade de consultor em desenvolvimento de produtos, e acho egoísta guardar esses conhecimentos então compartilho essa minha experiência com os outros, em palestras, já os ministrei em entidades como Rotary Club 6 vezes, JCI do Brasil, 3 vezes, CIEE, escolas SENAI, FATEC, e empresas privadas.

Porém as diferenças aumentam quando lhes digo que falo dois idiomas estrangeiros com fluência o inglês e o alemão (veja, um japonês falando alemão). E, para resumir, milito disseminando a criatividade em artigos na mídia, já fui colaborador, durante um ano, para um jornal nipo-brasileiro o TUDO BEM, (grupo da antiga revista MADE IN JAPAN) sou membro da API, Associação Paulista de Imprensa.
Gosto de duas frases, uma alemã, ich geh wo das musik spielt, vou onde se tocam a música, e a outra da canção Look to the rainbow, a estrofe, follow the fellow who follows the dream, siga as pessoas que perseguem os sonhos...

Portanto, sou um desenvolvedor e formador de Capital Intelectual contextualizado em produtos e busco oportunidades, desenvolvo idéias tornando as em oportunidades empresariais rentáveis, e por isso talvez, eu seja um pouco mais criativo que você..., um cara que conhece produtos, que tem sensibilidade artística e mais, que fala dois idiomas e que ainda sabe escrever bem

Desde 2006, trabalho numa empresa de informática, e posso elencar algumas das minhas atividades, como consultor:
• Desenvolvimento de Produtos de Informática e novos produtos e serviços.
• Desenvolvimento de inteligências e arquiteturas funcional de softwares de segurança de informática
• Modelos de negócios
• Planejamento de desenvolvimento de projetos
• Elaboração de Propostas e Contratos de venda de Projetos e SW
• Análise e preparação de documentos e certidões para concorrência em Licitações de segmentos de segurança de informática
• Pesquisa, planejamento, conceito e desenho de Produtos Hardware de Informática
• Pesquisa de novas soluções e inteligências de mercado para criação de novas arquiteturas de soluções de Software para novos segmentos
• Desenvolvimento de fornecedores de Softwares e Hardwares para segmento de informática, com o exterior, em idioma inglês e alemão, empresas multinacionais.

Jorge Eiti Okazaki

Um exemplo de Currículo...

domingo, 26 de setembro de 2010

Bobagens da cultura de consumo

Nenhum ser humano é totalmente igual a um outro, e por conseqüência, têm capacidades, competências e gostos diferentes, nascendo assim um dos motores do desenvolvimento humano, o consumo, um adquirindo do outro o que necessitava. Nascendo também o consumo ilógico de bobagens.

Carne vegetal. Green Live Vegetable Meat Patente número:PI9711612-2, obtido por Beniamino Anzalone, depositado no INPI em 1997
Descrição da Patente de invenção:
“CARNE VEGETAL. A carne vegetal é um alimento de alto valor nutritivo, que usa proteínas de glúten, minerais, vitaminas e fibras de alimento de cereais e de legumes. A carne vegetal é produzido por misturação de uma percentagem de glútem com uma percentagem de uma ou mais farinhas de cereais ou com uma percentagem de uma ou mais farinhas de legumes ou com uma percentagem, de uma ou mais farinhas e cereais e legumes juntas.”
Ora, ou é uma carne ou é um vegetal, porém hoje com a psicose das dietas, restrições à carne vermelha criaram se a “carne vegetal”. Quem numa tarde de domingo já almoçou com a família e deu uma dentada na picanha oferecida nos restaurantes rodízios vai entender que estamos falando de dois produtos inteiramente diferentes: a carne bovina e a carne patenteada como “carne vegetal”...filosóficamente falando, ou se come proteína animal ou vegetal.
Com a moda do chá verde, seus poderes relaxantes e curandeiro e os benefícios que essa erva traz disseminadas no mercado através de revendas de produtos fitoterápicos, conquistou a crença que tudo é possível com o uso do chá verde, por exemplo, um XAMPU DE CHÁ VERDE. Que besteira! Ou se lava o cabelo bem lavado com um xampu a base de uma mistura saponácea ou se aprecia a bebida a base de infusão apreciada a mais de 5000 anos. Essa migração de função de um produto para outro, tentando conquistar e confundir os gostos dos incautos nos levam para uma cultura de consumo inútil.
Os PERFUME DE VINHO MALBEC e TEMAKI DE DORITOS também considero os descaracterizações de produtos, o perfume com cheiro de vinho, poderá ser substituído pelo próprio vinho pingando se um pouco dessa bebida no fim de uma degustação na roupa para conseguir o mesmo cheiro.
O Temaki, foi uma invenção dos samurais que por facilidade de obter algas marinhas enrolou com as mãos o arroz com filé de peixe e um pouco de tempero wassabi (mostarda), daí para enrolar Doritos, nada a ver.
Doritos é uma marca de salgadinho de tortilha que foi lançado no mercado norte-americano pela Alex Foods, somente na costa oeste, em 1964, é uma bolacha triangular salgada e temperada com pimenta.

Achei louvável a campanha “VITAMINA C E CAMA”, levada à mídia, na década passada, ela incentiva a dar uma solução natural ao nosso corpo, baseada no aumento da capacidade imunológica do ser humano, porém a campanha foi mal interpretada e o consumo de vitamina C em comprimidos efervescentes explodiu, assim como o consumo exagerado de produtos alimentícios que contenham a vitamina milagrosa. A conseqüência foi o grande aumento de pedras nos rins, perda de memória por calcificação dos neurônios cerebrais e outros sintomas.
Mas a bobagem não para por aí, a procura por fontes de vitamina C naturais virou febre de consumo por vegetais, frutas e raízes que contenham a vitamina milagrosa que cura tudo...
Alfred Wegener, 1912, e seu livro "A origem dos Continentes e dos Oceanos", e Abraham Ortelius,1596, Thesaurus Geographicus, Ortelius sugeriram que os continentes estivessem unidos no passado. Eles sugeriram que pela similaridade geométrica das costas atuais da Europa e África com as costas da América do Norte e do Sul; ficava evidente que havia um bom encaixe entre os continentes Vieram outros Antonio Snider-Pellegrini, e assim por diante que teorizaram que os continentes estiveram unidos.
Mais tarde, a similaridade entre os fósseis encontrados em diferentes continentes, bem como entre formações geológicas, levou alguns geólogos do hemisfério Sul a acreditar que todos os continentes já estiveram unidos, na forma de um supercontinente que recebeu o nome de Pangeia.
Isso leva a crer que se existiam seres humanos nesses lugares deveriam ter existido vitaminas C’s em diversas formas em todos os lugares.
Voltando a questão, a vitamina C da Rússia é a mesma de nosso nordeste, que também é a mesma da China...Surge a pergunta; e porque a febre de comprar a fruta X de tal lugar que tem muita vitamina C, se a nossa Acerora do nordeste, coitada tão desprestigiada na feira de rua, é exportada para a Ásia onde também tem uma alga com muita vitamina C?
Assim, também a nossa vida agitada e atribulada não nos permite mais andar descalços, pois o sapado é calçado no ato de pisarmos o chão do quarto, criaram se teorias e estudos e também Spas onde se aplicam massagem nos pés...

A eficácia e os benefícios da prática regular da reflexologia são reconhecidos, mas orientais e ocidentais discordam sobre seu mecanismo de ação. Para os especialistas do Oriente, a técnica se baseia na livre circulação da energia vital, chamada CHI. Quando determinado órgão apresenta excesso ou falta dessa energia, surgem dores ou doenças como sinal de alerta. O papel da massagem nos pés é justamente o de desbloquear e harmonizar o fluxo energético nos órgãos, assim eles funcionam melhor e a saúde é restabelecida.
Os ocidentais, por outro lado, descartam a idéia de uma energia invisível e explicam os efeitos com base na medicina. Os pés têm milhares de terminações nervosas e se ligam, através delas, ao restante do corpo. O médico Zang-Hee Cho, da Universidade da Califórnia, comprovou que sensibilizando determinada região do pé ativa-se a área do córtex cerebral correspondente ao reflexo.
Essa teoria toda não era sabida dos homens das cavernas, e eram felizes, pois, eles nem conheciam os sapatos, ora, se a planta do pé é excitada no ato de caminhar pelo chão de terra o efeito era o mesmo...
Na mesma linha de consumo temos a Aroma terapia, Terapia floral, Massagem com Pedras e Cristais, e “Outrosterapia”

Bem, os exemplos não acabam, o importante é entrarmos no nosso email para ler o que temos de novo, ouvindo música no iPod, postar uma opinião no nosso Blog, assistir a alguma vídeo cassetada no Youtube, ler as novas do Twitter, e ver se surgiu alguma oportunidade de emprego no Liked In, ah! Não esquecer de apagar o perfil da droga do Zé que está no meu Orkut incomodando...

Fontes:

http://www.patentesonline.com.br/carne-vegetal-35169.html

http://bonsfluidos.abril.com.br/edicoes/0061/canal3e/a.shtml

http://pt.wikipedia.org/wiki/Deriva_continental#A_Teoria_de_Wegener

domingo, 1 de agosto de 2010

O Quintal

Há décadas o quintal era uma representação da natureza que tínhamos no fundo de nossas casas, para olhar, plantar árvores, as crianças brincarem, e a chuva chover...



A reforma no fundo de nossa casa está com a capacidade total de envolvimento de nossa família, e como não somos profissionais da área, tudo é improvisado para que as coisas aconteçam da melhor maneira possível com pouco recurso material.

O Zé, pedreiro da obra, não pensou muito, recolheu algumas peças de madeira do nosso quintal e um velho baú para fazer um andaime e levantar a parede mais alta da reforma do cômodo. Este pequeno trabalho de improvisação mereceu um comentário de meu filho:

- Puxa pai...ainda bem que temos bastante tranqueira em casa para fazer as coisas...!

Respondi:

Sabe como eu chamo isso!?

- Felicidade!

Aquele nosso quintal, lembro bem, foi também alvo de uma conversa muito importante sobre a ecologia.

Numa tarde, após o almoço de sábado, o meu filho mais velho comeu uma banana e jogou a casca no pé da amoreira, sem dar importância para o latão de lixo que estava na porta de saída da cozinha.

Comentei sobre aquela cena com o Murilo, dizendo que éramos felizes porque tínhamos um quintal de terra, sem estar cimentado, com muito capim e que a casca de banana que ele jogou no chão, a natureza se incumbiria de transformá-la biologicamente em adubo para a amoreira crescer bonita e dar mais amoras...

- Felicidade é poder jogar uma casca de banana que acabamos de comer no chão sem preocupação de “estar sujando o ambiente” da área social tão bem cimentada e revestida com piso de porcelanato dos prédios...

Voltando a questão do andaime improvisado, expliquei que aquelas madeiras no passado cumpriram o seu papel e que estavam encostadas no fundo do quintal sem função, mas agora estão novamente servindo para alguma coisa, sendo reciclado na sua função.

Ou seja demonstrei que somos felizes por poder conviver com o meio ambiente, usar e reusar as coisas em prol do meio ambiente.

Sou da geração da cera Parquetina, que as donas de casa usavam para esfregar o chão com as suas pernas, até aparecer o brilho do piso feito de tacos de madeira, dos doces Confiança, que eram distribuídos nas “vendinhas” (pequenos supermercados de esquina) que não tinham sistemas logísticos dos grandes supermercados de hoje, da bomba de inseticida Flit, que matavam fulminantemente os insetos que ainda eram fracos, pois não eram fortalecidos pelas ações de agrotóxicos (que, pela lei da evolução das espécies tornam se cada vez mais fortes devido as cargas e agressões com inseticidas), do carro DKW Vemag, movido a motor dois tempos que soltavam bastante fumaça, mas não tínhamos problemas, (pois o ar “tinha muito espaço” para agüentar a poluição dos gases), e do Mimeógrafo que facilitava a professora do ensino “primário” (ensino fundamental) a distribuir as provas mensais, ...e muitas maravilhas da década de 60. Naquela época, era comum nos quintais, donas de casa terem a sua horta para plantar salsa (que não é nome de ritmo de dança!...) couve, ter pés de abacates, goiaba e laranjas, e ter alguns frangos soltos no quintal para serem abatidos e degustados em panelas de barro, enfim convivendo mais com o meio ambiente.

A vida agitada e o aumento da competitividade nos obrigaram a desenvolver a automação e a facilidade de resumir rotinas do cotidiano e está nos levando a soluções imediatistas, eliminando as chances de convívio com a natureza e até agredindo a indiretamente.

Com o progresso, o quintal foi rebatizado e tornou se na área social dos prédios e partes dele foram rebatizadas, vejamos: a brinquedoteca, espaço de 2 x 2 metros cheia de brinquedos industrializados vindos da China, substitui a antiga corda com pneu velho pendurada no abacateiro servindo de balanço do nosso quintal, o espaço gourmet, uma churrasqueira construída de alvenaria e tijolos refratários, substitui a churrasqueira improvisada feita de tambor de lata cortado ao meio no canto esquerdo do quintal, quadra de Street Ball, cercada de tela de arame e piso sintético, sem um pingo de barro, substitui as chances que tínhamos na nossa rua ainda de terra sem calçamento e que por transitar poucos carros a gente jogava bola, a famosa pelada de rua, o Fitness Room, não era necessário pois raramente sentávamos na sala para assistir televisão e piorar a nossa vida sedentária, o Baby room, era uma tábua de passar roupas que a minha mãe e as minhas tias aproveitavam para trocar as fraudas de meus primos, o Cyber room só existia em filmes pois ninguém tinha computador e muito menos acesso a mídia, e por fim, para que Solarium? se a gente vivia no quintal e acabava se bronzeando naturalmente, e graças a Deus não tínhamos câncer de pele, talvez porque também nem conhecíamos creme protetor solar...

Por conta dos prédios e as áreas sociais cimentadas, a “chuva não chove mais sobre a terra” e sim ela escorre sobre a área impermebializada de cimento e asfalto direto para as redes de águas pluviais desembocando em piscinões.

Pesquisadores da UFRGS demonstraram que pisos e calçadas feitos com paralelepípedos e blocos reduzem o escoamento de água em 40% a 65%, enquanto um gramado detém pelo menos 95%. Em um piso de concreto ou asfalto como nas áreas sociais dos prédios a relação é inversa: só 5% da água é que se infiltra.

Hoje as crianças receberam um novo nome para o verbo “brincar”... “ter atividades recreativas”, e tenho receio que nesse ritmo vão aparecer soluções de tecnologia que irão proporcionar a sensação de descanso e lazer virtuais...

É o caso da ERG- JO Software for Amusement da empresa lituana Premium Relax SW Co que trata do desenvolvimento de softwares e hardwares para relaxamento e lazer virtuais, ou seja são kit´s compostos de capacetes áudio visuais onde o usuário tem a chance de viajar para um mundo virtual de diversão e entretenimento com direito a sentir as sensações de nadar em piscina, simular jogos em campos de futebol e quadras de tênis, acompanhadas de músicas adequadas. O usuário necessita nada mais que um sofá com uma tomada na parede próxima para plugar o seu lazer virtual.

Logicamente, o produto ERG- JO Software for Amusement é pura suposição e ficção deste articulista, sobre um cenário de tecnologias virtuais que poderá acontecer, caso não tomarmos atitudes e posturas para preservar a natureza e o nosso relacionamento com ela, será certo que vamos acabar com aquela Área Social dos apartamentos, e também com aquele pedaço de terra no fundo das casas que chamamos ainda de Quintal...

Fonte:

http://www.premioreportagem.org.br/article.sub?docId=14027&c=Brasil&cRef=Brazil&year=2005&date=setembro%202004

domingo, 4 de julho de 2010

Não falam, sacrificamos, não vivemos sem eles

Animais, seres puros e naturais, irracionais, porém equilibrados e politicamente corretos sob todos os aspectos. Humanos racionais, inteligentes que usam, até assassinam os animais, mesmo que no final das contas a gente não consiga viver sem eles.

O tempo estava frio, inverno, porém a noite teria que ser de gala, roupa social, todos estavam muito elegantes, Marien entrou com seu casaco de peles exalando o perfume de almíscar e maquiagem impecavelmente produzida. Todos gostaram, todos os seres humanos...
A cena poderia ser a mesma em vários lugares no mundo, e realmente naquele instante, em vários lugares no mundo, com certeza milhares de mulheres, estariam usando os apetrechos de maquiagem, perfumes e casacos que foram fabricados, por métodos que poucos de nós conhecemos, são crimes contra a natureza praticados para o deleite das madames e senhoras da elite humana.
Há meses atrás num lugar remoto, na China, vários “Minks” foram mortos para a produção dos famosos “casacos de pele de marta” daquelas mulheres bem vestidas...como a Marien... elogiada por humanos...
Muitos desses animais são até esfolados vivos, porque a produção de pele teria que ser rápida, e pasmem, os animais sem peles, aleijados, jogados em valas coletivas para morrerem sozinhos e gelados...
Na seqüência de injustiças contra o reino animal temos o Almíscar nome dado originalmente a um perfume obtido a partir de uma substância de forte odor, secretada por uma glândula do cervo-almiscarado, de outros animais e também de algumas plantas de odor similar.
A variedade que é comercializada é a secreção do cervo-almiscarado, porém o odor se encontra também no boi-almiscarado, no rato-almiscarado (Ondatra zibethicus) da América do Norte, na ratazana-almiscarada da Índia e Europa, no pato-almiscarado ( Biziura lobata ) do sul da Austrália, no musaranho-almiscarado, no escaravelho-almiscarado ( Calichroma moschata ), e no aligator da América Central, entre outros animais.
Para que aquela maquiagem não resulte em alergias, irritações na pele, e que aquele Rímel nos cílios não irrite os olhos temos o inacreditável teste Draize, desenvolvida para os humanos, porém testada em animais...!
O teste foi desenvolvido para medir a ação nociva dos cosméticos. Os produtos são aplicados diretamente nos olhos dos animais conscientes. Coelhos são os animais mais utilizados nos testes Draize, pois são baratos e fáceis de manusear. Seus olhos grandes facilitam a observação dos resultados. Para prevenir a que arranquem seus próprios olhos (auto-mutilação), os animais são imobilizados em suportes, de onde somente as suas cabeças se projetam. É comum que seus olhos sejam mantidos abertos permanentemente através de clips de metal que seguram suas pálpebras. Durante o período do teste, os animais sofrem de dor extrema, uma vez, que não são anestesiados. Embora 72 horas geralmente sejam suficientes para a obtenção de resultado, a prova pode durar até 18 dias.
A criatividade do ser humano, dito racional, com a sua irracionalidade e na ânsia de criar sempre produtos de maior efeito para a sua vaidade, sustentada por um mercado consumidor milionário, foi longe demais.
E a lista e descrição de crueldades não terminam, porém penso que: o que com criatividade se destrói, com criatividade também se corrige.
Desde o dia 11 de março de 2009 é ilegal testar ingredientes para cosméticos em animais em qualquer parte da União Européia, havendo ou não um método não-animal disponível.
Os testes cosméticos foram banidos na Inglaterra desde 1998, graças à campanha da NAVS. Desde 2004 é ilegal testar em animais quando existem outras alternativas.
A proibição total de produtos testados em animais virá em 2013.
Se pensarmos, nós precisamos dos animais, eles fazem parte do grande ciclo alimentar e também simbiótico dos seres no planeta.
Precisamos dos animais para carga, para esporte, para nossa companhia.
Amamos animais, temos cachorros, gatos e passarinhos para serem nossos amigos.
Porque sacrificá-los por um simples prazer e vaidades mórbidas?

Fontes: "A verdadeira Face da Experimentação Animal" - Sergio Greif &
Thales Tréz, Wikipedia, vegetarianismoveganismo, e National Anti-Vivisection Society

O Mundo virtual, de onde não retornaremos...

Com as ferramentas o homem conseguiu evoluir fazendo o que não era possível fazer com as mãos, com os meios de transporte o homem conseguiu chegar onde com as pernas era impossível chegar, hoje até voamos... através de aviões. Será que continuaremos a evoluir..? Para onde estamos indo?

Em 1958, a Unesco definia como alfabetizada uma pessoa capaz de ler ou escrever um enunciado simples, relacionado a sua vida diária. Vinte anos depois, a Unesco sugeriu a adoção do conceito de alfabetismo funcional. É considerada alfabetizada funcional a pessoa capaz de utilizar a leitura e escrita para fazer frente às demandas de seu contexto social e de usar essas habilidades para continuar aprendendo e se desenvolvendo ao longo da vida. No século 20, no Brasil, as taxas de analfabetismo entre os brasileiros com 15 anos ou mais decresceram de 65% em 1920 para 13% em 2000.
Naquela época as pessoas “letradas” tinham mais chances de conhecer o mundo através da leitura e gozar de oportunidades profissionais melhor que as menos favorecidas analfabetas.
Já nas décadas subseqüentes, compreendida de maneira mais ampla do que o simples acesso ao computador, a Inclusão Digital é um conceito que engloba as novas tecnologias da informação e comunicação, a educação, o protagonismo, possibilitando a construção de uma cidadania criativa e empreendedora. A Inclusão Digital é um meio para promover a melhoria da qualidade de vida, através da compreensão do mundo de maneira rápida, assim como viabilizar ações à distancia, garantir maior liberdade social, possibilitando uma comunicação sem fronteiras e preconceitos, gerar conhecimento e troca de informações criando se novas comunidades do saber..
E mais ainda, o domínio de Tecnologia da Informação, possibilitou nos executar coisas, criar trabalhos automatizados, nasceram os robôs substitutos dos homens na indústria, não somente ler ou acessar informações, mas realizar coisas concretas antes só existentes na imaginação e por fim a criação de uma geração nova com habilidades e pensamentos novos.
Século XXI, falando das pessoas, hoje não classificamos por analfabetas, mas sim excluídas digitais, ou fora do mundo virtual.

E justamente, através da programação na informática e construção de poderosíssimos computadores, receio que criamos um novo mundo, o virtual, constituídos de equipamentos, de teclados, de telas, de velocidades de comunicação eletrônica, da magia da automação e comandos eletrônicos...
É fragrante a mudança sentida no cotidiano, o que antes era um aparelho de 1,70 kg apoiado numa mesa, que possibilitava conversa entre duas pessoas distantes, hoje se tornou um aparelho de 120 gr, que as pessoas carregam nos bolsos, e que contem capacidade de receber e enviar e-mails, tirar retratos, editar planilhas excel, ver televisão e conversar com pessoas olhando para as suas imagens através de um pequeno visor, ou, automóveis que estacionam em vagas na rua, sem a intervenção humana, basta acionar o comando que um pequeno programa de computador estaciona o veículo sozinho.
Não se esqueçam que tudo isso tem transformado as pessoas, gerando modelos de comportamentos e capacitações bem como habilidades condizentes com a realidade eletrônica e virtual.
Toda essa realidade da automação deixou o meu amigo feliz, ele ainda não tem a carta de habilitação para dirigir, e o “park assist” será uma grande solução, para a possível inabilidade que ele iria enfrentar no início. Porém a pergunta que me surpreendeu foi: ...e quando o programa “park assist” der pau?
Respondi, ora é só estacionar no modo manual...!
A geração nova, alguns o chamam de geração Y, não conta mais com as “soluções manuais”, ou seja com a intervenção humana, à força, olhando nos olhos, tocando nos ombros, gritando nos ouvidos, ou ainda embates corporais do “futebol de pelada”...eles se utilizam de comandos eletrônicos, botões, visores, e-mails, soluções binárias,iPhones, iPad, e learning, twitters...
Fisicamente presentes, porém mentalmente mergulhados, controlando, ou ainda comandando tudo dentro de um mundo virtual e eletrônico. Portanto, aqueles que a sociedade classifica como excluídos digitais não “entram” nem “acessam” mais este mundo da computação, da informática e digital (de dois valores 1 ou zero) da linguagem binária.
Quando no filme Matrix, sucesso do século passado, foi abordado o tema polêmico da luta do ser humano, por volta do ano de 2200, contra as máquinas e computadores, chocou os espectadores. Escravizada, a humanidade para se livrar do domínio das máquinas que evoluíram após o advento da Inteligência Artificial, cobriu a luz do Sol para cortar o suprimento de energia das mesmas, mas as máquinas reagiram e adotaram uma solução radical: como cada ser humano produz, em média, 120 volts de energia elétrica, começaram a cultivá-los (os seres humanos) em massa como fonte de energia. Para que o cultivo fosse eficiente, os seres humanos passaram a receber programas de realidade virtual, enquanto seus corpos reais permaneciam mergulhados em habitáculos nos campos de cultivo. Essa realidade virtual, que é um programa de computador ao qual todos são conectados, chamava-se Matrix e simula a humanidade do final do século XX.
Ficção à parte, hoje temos, e já é realidade, soluções comandadas via ponta dos dedos, vejam, não são mais botões...pois as telas são tocadas com as pontas dos dedos, o TOUCH SCREEN.
A grande verdade é que a INTERFACE HOMEM MÁQUINA (IHM) evoluiu demais nos dias de hoje. Isso é conseguido com a criação de softwares de última geração que os programadores desenvolvem utilizando LINGUAGENS DE ALTO NÍVEL, ou seja com altíssimo grau de abstração, sem nenhuma semelhança com os Fortrans, Assembly etc do passado, onde as strings eram números e letras incompreensíveis. Hoje é muito mais fácil criar soluções e softwares, e por conseqüência desenvolver inteligências artificiais.
Assim, digo que a terceira evolução do homem, seguindo as ferramentas e o transporte, são os desenvolvimentos de portais de acessos às soluções e novas realidades. Esses portais nos capacitam e nos oferecem soluções, mercadorias, notícias, entretenimentos, nos ensinam, e muito mais, eventualmente se quisermos podemos até comprar e pagar por aquilo que nos interessa.
Esses portais nos levam à um mundo, conceituado como Mundo Virtual.
Uma ponta desta realidade, primitivamente, foi semeada por John Logie Baird e Philo Farnsworth e Philo Taylor Farnsworth em 1927 com a invenção da televisão, um portal eletrônico que possibilitava, pobre e humildemente, ver e somente ver de casa, cenas de outras realidades muitas vezes acontecidas longe da gente...
Hoje um grande e poderoso portal de entrada para um outro mundo, é a Web, onde os botões da troca de canais foram substituídos por um teclado QWERTY, e em vez de apreciarmos um apresentador no palco, podemos “pesquisar” o que queremos ver no YOUTUBE, ou, ao contrário, se quisermos contribuir, podemos fazer um UP LOAD disponibilizando na WEB a filmagem de nossa festa de aniversário com os amigos e compartilhar com a COMUNIDADE que irá acessar o mesmo YOUTUBE através de seus computadores.
Com portais como o YOUTUBE (existem muitos outros) podemos ver e aparecer para o mundo, estando em casa.
Na outra ponta em algum lugar do mundo, Dimitri, um russo cansado, pois já está trabalhando há horas no desenvolvimento de um componente do seu software, que está elaborando para uma empresa do oriente médio, em seu Home Office, acha por bem relaxar um pouco... navega aleatoriamente nas notícias e artigos do mundo afora, de repente, achou interessante o nome Guará um animal parecido com cachorro ou lobo, tecla em seu PC, a palavra no BROWSER, a janelinha do navegador da internet dos provedores, Google, Bing, Yahoo e Chrome e muitos outros, em questão de segundos aparece a explicação em seu idioma, que Guará é o nome de um lobo
Com os BROWSERS podemos saber sobre quase tudo basta saber procurar, sem sair de casa.
Enquanto Dimitri navegava na internet, entre notícias do dia, twitter, e blogs, a sua esposa Sacha viu aparecer na tela do computador como por milagre a foto de uma bolsa, “do jeito que ela queria”, choramingando e jogando charme no maridão, este não teve outro jeito, senão fazer o pedido de compra no próprio LINK,conexão lógica do software, do Pop Up da ADVERTIZEMENT, ou seja da propaganda, armada estrategicamente.
Com a Web foi criada uma rede de comunicação eletrônica que possibilita o relacionamento de compra e venda sem o consumidor sair de casa.
Mas para Sacha aquela compra da bolsa é um forte motivo para falar com a cunhada, como fazer se é noite fria e está chovendo?
Sacha não perdeu tempo pegou o seu laptop no quarto para acessar o e-mail e contar a boa nova para a Natalia. Mas ao escrever para a cunhada, ao seu lado esquerdo um portal de MSM fica a seu dispor, oferecendo se para a Sacha que a maneira mais completa é conversar no MSM via Webcam enxergando a cunhada na tela do PC... Com isso aquela noite chuvosa não foi empecilho para diminuir a distancia das duas, que ficaram longas horas atualizando o papo.
Com o Messenger as pessoas do mundo todo ficaram acessíveis e comunicáveis, sem necessidade de sair do lugar, independente da distancia e da separação geográfica entre elas.
Lá fora o inverno siberiano tem sido muito rigoroso, porém a mágica da informática sempre tem aberto para Dimitri o portal para mergulhar no seu mundo virtual, ele faz parte de uma classe de pessoas usuárias de computadores que lhes abrem um mundo o qual muitas vezes eles não querem nunca fechar o acesso...
São hábitos, possibilidades, facilidades e recursos que estão ao nosso dispor, entramos nele através de um portal, cujo passe de entrada é uma senha.
Cansado Dimitri já está cochilando sobre a mesa de trabalho, onde está o seu micro e para onde a sua mente foi transportada adentro, minutos atrás, seu último contato com o mundo foi virtual e podemos filosoficamente dizer que ele “entrou” para um mundo virtual, o mundo virtual...para onde todos nós estamos entrando, e de onde talvez não voltaremos.
Fonte RIBEIRO, Vera Masagão. Analfabetismo e alfabetismo funcional no Brasil. Boletim INAF. São Paulo: Instituto Paulo Montenegro, jul.-ago. 2006.
Fonte: Bruno Pires Malaquias O ANALFABETISMO DIGITAL e IBDI

domingo, 6 de junho de 2010

Aonde ir, aonde não ir, com a criatividade

Somos dotados de algo bastante diferente dos animais irracionais, a criatividade, porém, o uso desta habilidade poderá atingir a irracionalidade, embora sejamos racionais, inteligentes e dotados de discernimento...
Durante a minha estadia na China, algum chinês me disse que existem neste mundo três tipos de pessoas, as que constroem, as que destroem e as que falam...
Entendo que construir nada mais é do que concretizar o que se teve como idéia criativa, ou seja, tornar realidade a criatividade humana.
Aí é que está à questão, infelizmente, acho que o ser humano andou criando coisas que não vão além do bom senso pela ótica racional humana...
Perfume originário de glândulas sexuais, Please Rob Me (por favor, me roube) Software mostra casas vazias para serem roubadas; Carpideiros-Pessoas contratadas para chorar em velórios e Snuff-movies filmes em que os atores são assassinados de verdade diante das câmeras; são alguns dos temas em que o ser humano pôde ir com a criatividade.
Snuff-movies
Trata-se de uma “lenda urbana” nunca comprovada, mas freqüentemente investigada pelas policias de todo o mundo. Um filme snuff é um gênero do cinema que mostra a morte ou assassinato real de uma pessoa ou pessoas, sem a ajuda de efeitos especiais, para o propósito de distribuição e entretenimento ou exploração financeira.
Fonte: revistaav.unisinos
Perfumes exóticos e famosos
É o caso do almíscar, uma secreção das glândulas sexuais das cabras do Tibete, na Ásia. A palavra almíscar, por sinal, vem do persa mushk, que quer dizer "testículo". Igualmente desagradável é o âmbar cinzento produzido pelos cachalotes (cetáceos como as baleias), que flutua no mar como uma grande massa compacta. Almíscar e âmbar possuem propriedades fixadoras importantes na alquimia dos perfumes.
Obter essência natural de jasmim é trabalhoso e caro. Para cada quilo são necessários 600 quilos de flores, colhidas ao amanhecer. A partir de solventes voláteis, extrai-se das flores o concreto, um produto cremoso de textura semelhante à cera. Depois, mistura-se com o álcool e filtra-se. Quando o álcool evapora, fica o absoluto, a essência pura.
Fonte: superabril
Geolocalizador
O Foursquare é um serviço de geolocalização. Basicamente ele permite que você indique onde está através de um aplicativo no seu celular. Você abre o aplicativo e aparece uma lista de lugares; inclusive a Foursquare mostra casas vazias para serem roubadas. Mas levando a sério, mostra para os donos que deverão tomar uma ação para que os imóveis não fiquem abandonados daquele jeito. E chama a atenção das pessoas que colocavam seu endereço completo ao criar sua casa como local no Foursquare. Algumas aplicações interessantes do Foursquare:
CheckoutCheckins - Mostra os lugares que você freqüenta no mapa da cidade.
FourWhere - Você clica no mapa e ele mostra todos os estabelecimentos (venues) e dicas próximas daquele local.
Social Great - Mostra os lugares mais populares em diversas cidades, infelizmente não tem cidades brasileiras ainda.
Fonte: interney.net
Carpideira
É uma profissional feminina cuja função consiste em chorar para um defunto alheio. É feito um acordo monetário entre a carpideira e os familiares do defunto, a carpideira chorava e mostrava seus prantos sem nenhum sentimento, grau de parentesco ou amizade.
A profissão existe há mais de dois mil anos. No Brasil, as carpideiras chegaram junto com a colonização portuguesa. Inicialmente o pagamento não era feito em dinheiro, mas com bens da família do defunto.
Itha Rocha é a carpideira mais conhecida no Brasil. Já chorou em velórios de pessoas como Lady Diana e Clodovil Hernandes e chega a ganhar até 300 reais por trabalho.
Fonte: wikipedia
Dar idéias, criar, opinar, contribuir, ou simplesmente alertar, a princípio, um começo humilde sem muito envolvimento e conseqüências, mas que poderá resultar em um grande desastre
Veja o grande arrependimento do gênio Einstein
É conhecido por desenvolver a teoria da relatividade. Recebeu o Nobel de Física de 1921, pela correta explicação do efeito fotoeléctrico; no entanto, o prémio só foi anunciado em 1922. O seu trabalho teórico possibilitou o desenvolvimento da energia atômica, apesar de não prever tal possibilidade. Devido à formulação da teoria da relatividade, Einstein tornou-se mundialmente famoso.
Einstein e Szilárd resolveram escrever uma carta e enviar ao presidente Franklin Delano Roosevelt em agosto de 1939, no conteúdo alertava o que a Alemanha Nazista poderia estar conduzindo pesquisas para o uso da fissão nuclear (assunto conhecido de Einstein) para a criação de bombas atômicas, e sugeria que os Estados Unidos deveria iniciar pesquisas próprias sobre o tema.
A carta afirmava que:
''No curso dos últimos quatro meses foi-se provado — pelo trabalho de Joliot na França assim como o de Fermi e Szilard na América — que pode ser possível provocar uma
cadeia de reações nucleares numa grande massa de urânio, no qual grandes quantidades de poder e um novo tipo de radioatividade seriam gerados. Agora parece quase certo que isso poderá ser atingido num futuro próximo.
Esse novo fenômeno poderia ser usado na construção de bombas, e é concebível — apesar de haver muita pouca certeza — que bombas extremamente poderosas poderiam assim ser construídas. Uma única bomba desse tipo, levada por um barco e detonada num porto poderia muito bem destruir todo o porto e alguma parte da sua área adjacente. Contudo, tais bombas podem muito bem acabar por serem muito pesadas para o transporte aéreo. ''
Esta carta foi assinada por Einstein em dois de agosto. Contudo, ela só chegou em 11 de outubro devido à preocupação do presidente com a invasão germânica da Polônia, que viria a iniciar a Segunda Guerra Mundial. Após entender melhor a carta Roosevelt autorizou a criação do Comitê Consultivo do Urânio (Advisory Committee on Uranium, no original). A carta é freqüentemente vista como uma das origens do Projeto Manhattan, o bem sucedido projeto nuclear que viria a produzir as bombas lançadas em Hiroshima e Nagasaki em 1945.
Apesar de não ter trabalhado no projeto atômico, de acordo com Linus Pauling, Einstein mais tarde teria se amargurado profundamente e arrependido de ter elaborado e assinado aquela carta.
Fonte: Wikipédia
O mais importante a se dizer é ter consciência do que está se criando e ter consciência no que acontecerá com a sua criatividade, pois precisamos ter discernimento e pensar AONDE IR, AONDE NÃO IR COM A CRIATIVIDADE.

domingo, 30 de maio de 2010

A importância das coisas

O que é importante? Difícil de responder, e graças a essa pluralidade de opções para pensar e criar é que o homem chegou onde está, onde, cada um criou o que é mais importante de seu ponto de vista. Mas como discernir o que é importante...?
Fervi a água e preparei um chá, quando estava degustando o meu filho perguntou que chá era aquele.
A resposta lhe intrigou, pois disse que se tratava de um chá de salsa “bom para os rins”...
-Você está doente?
-Não...eu só acho que com a idade nossos órgão não trabalham tão eficientes como os dos jovens
-Pai, pára com isso...!
Realmente achei que fiz algo sem muito pensar, será que aquele chá era importante?
Porém preocupar se com a saúde é importante.
Nisso adentrou o meu filho mais velho e lembrei que era o aniversário dele...dei lhe um abraço e disse lhe parabéns.
Talvez parabéns seja uma palavra muito simples para ser dita sobre algo ou momento importante para alguém pessoalmente, porém a grande diferença é o sentimento profundo e sincero com que é dito, e depende de como a pessoa afetada recebe. E nessa comunhão de sentimentos sentimo-nos felizes.
Colocar sentimento em cada ato praticado é importante.
Fui interrompido pelos latidos da Tiffany, e realmente ela merecia um passeio no bairro.
Uma casa, duas , dez casas, um quarteirão e 20 minutos de um passeio com a minha cadela. No trajeto encontrei com várias pessoas, cada uma com a sua realidade de vida, cada uma com suas dificuldades, a velhinha em tentar andar mais ligeiro, o paraplégico com a cadeira de rodas sem ter uma passagem adequada na calçada...Foi quando me dei conta de como estava feliz com a Tiffany, caminhando com saúde e cuidando daquele animal que é um ser vivo como eu...
Ter harmonia, viver bem com o presente e ser feliz com o que tem, sem ser vaidoso nem ambicioso em demasia é importante. Porém não deixemos de melhorar em tudo.
Ás 9:00hrs em ponto estava no petshop para entregar a cachorrinha e deixá-la para um banho e tosa, conforme havia planejado na véspera com a atendente do estabelecimento.
Planejar e ser disciplinado acho importante para que as coisas dêem certo.
Quando eu e a Tiffany estávamos retornando, uma senhora interrompeu a nossa caminhada e elogiou a beleza e o trato que ela tinha recebido.
- Posso saber quanto o senhor pagou pelo banho?
Ao dizer o valor, ela disse que não teria essa despesa para fazer na sua cadela...
Aquele comentário fez me refletir sobre a importância das coisas. Alguém em algum lugar no mundo está passando fome, com certeza, por falta de dinheiro, cujo valor é menor que o preço do banho da Tiffany.
Por outro lado, estudei, lutei, trabalhei e ganhei dinheiro suficiente para dar esse conforto ao meu animal, e com certeza alguém irá utilizar o meu dinheiro pago pelo banho e tosa, para fazer usufruto da melhor maneira possível.
Esqueci, não devemos ser tão miseráveis, cada coisa em seu lugar.
E por sermos seres humanos, racionais, inteligentes e escolados, e por sentirmos que algo é importante é que tivemos idéias e sempre criamos e nos desenvolvemos ao longo do tempo e, chegamos onde estamos, continue criando!