sábado, 29 de novembro de 2008
Vejo um Produto que funciona e está bem feito, reconheço alí como foi difícil chegar nessa solução.
Na minha longa atuação profissional na Área de Desenvolvimento de Produtos, e posterior consolidação dessa experiência em Palestras e Artigos, fez-se crescer dentro de mim uma visão e compreensão da Evolução da Genialidade Humana, bem como, aprendi todas as dificuldades que foram enfrentadas para se criar um determinado Produto.
Nas Palestras e Debates a respeito de Criatividade e Desenvolvimento de Produto, tive pensamentos e oportunidades de expor opiniões que colecionei-as e se tornaram Frases e Citações que guardo no meu acervo particular, e dizem respeito à Criatividade, Empreendedorismo, à evolução do Se Humano, Trabalhos em Equipe, Administração do Sucesso, etc.
TODA IDÉIA É UM SER VIVO, DEVERÁ TER UMA CARA, QUE POSSA SER RECONHECIDA POR TODOS, E QUE PAREÇA COM O DONO.
A DIFERENÇA ENTRE UM INEPTO E UM CAPAZ, É QUE: AQUELE SEMPRE TEM DÚVIDAS, MAS NUNCA PERGUNTA. ENQUANTO O CAPAZ SEMPRE PERGUNTA PARA NUNCA TER DÚVIDAS.
DOS MESTRES NASCEM OS MESTRES, FELIZ AQUELE QUE TEM UM MESTRE, POIS, A VIDA É UM ETERNO APRENDIZADO.
QUEM? UMA SIMPLES PERGUNTA. PARA O QUAL TENHO MUITOS NOMES, QUE ME ASSEGURAM QUE NÃO ESTOU SOZINHO, QUE ME DÃO SEGURANÇA
COMPETÊNCIA: NÃO DEIXAR DE FAZER, FAZER O QUE É POSSÍVEL FAZER, PARA, FINALMENTE FAZER O MELHOR.
NETWORK: VOU CONQUISTANDO AMIZADES, RETORNO COLHENDO FELICIDADES
NÃO RECLAMES QUE O MUNDO MUDOU, VOCÊ NÃO FEZ PARTE DESSA MUDANÇA, A SEU FAVOR
SEJA CRIATIVO NAS COBRANÇAS, MAS SEJA CLARO NOS AGRADECIMENTOS
NÃO RECLAME PELO POUCO QUE RECEBEU, MAS ORGULHE-SE NO QUE CONSEGUIU TRANSFORMÁ-LA COM CRIATIVIDADE.
NETWORK É CONHECER, SER CONHECIDO, E CONQUISTAR O RECONHECIMENTO.
VENCE AQUELE QUE É DIFERENTE, MAS NÃO SE ESQUEÇA QUE ESSA DIFERENÇA DEVERÁ SER CRIADA.
SE TUDO ESTIVER QUIETO, É QUE VOCÊ TAMBEM NÃO ESTÁ FAZENDO BARULHO.
Falando da reação das pessoas numa roda de amigos de meu filho
NÃO SE CONSEGUE BATER PALMAS SOMENTE COM UMA DAS MÃOS
Ao Jornal Nippo Brasil quando de um evento cultural típico japonês AJAB MATSURI
MOSTRE A FERIDA, FALE DA BATALHA E DA DOR, QUE TE CHAMAREI DE EMPREENDEDOR.
No site da Câmara Junior Brasil Japão, Debate: “Reflexões para o ciclo Pós Industrial“
NÃO ADMIRES UM PRODUTO BEM FEITO, A GENIALIDADE ESTÁ NO SEU CRIADOR, APRENDA COM ELE.
Ao encerrar a Palestra Criatividade no Produto
NÃO ME PREOCUPO COM O QUE EU JÁ FIZ, PORÉM É IMPORTANTE QUE TODOS ENTENDAM A MINHA BOA INTENSÃO INVESTIDA.
QUANDO A EMOÇÃO APERTA E NÃO TEMOS NADA ENSAIADO, DEIXE O CORAÇÃO FALAR...
Na posse do Presidente do Rotary Club Aeroporto Yoiti Fujiwara
A CRIATIVIDADE É A RODA PARA O SEU SONHO, O AUTOMÓVEL É O PLANEJAMENTO, PORÉM TUDO ISSO É DIRIGIDO POR UM SER HUMANO, PORTANTO NÃO SE ESQUEÇA DAS PESSOAS PARA O SUCESSO DE SUAS IDÉIAS.
IDÉIA NÃO IMPLEMENTADA, É IDÉIA INEXISTENTE.
Artigo publicado no AE SETORIAL: Uma Pausa para a Criatividade
DA BOA IDÉIA AO SUCESSO EXITE UM ABISMO DE DIFICULDADES, A PONTE DE UNIÃO SE CHAMA EMPREENDEDORISMO.
ENTRE A TRISTEZA DE NÃO TER A RESPOSTA E A IGNORÂNCIA DE NÃO SABER, PREFIRO PERGUNTAR PARA EVOLUIR
O MUNDO É UMA VITRINE DE SOLUÇÕES QUE MUITAS VEZES NÃO OLHAMOS, E PIOR AINDA, NÃO SABEMOS APROVEITAR.
Artigo O mundo é uma vitrine de soluções
AJUDE PARA CONQUISTAR A GRATIDÃO, MAS CUIDADO PARA NÃO PEDIR PERDÃO.
BÔBO E DINHEIRO SE SEPARAM LOGO...
NÃO GIRE O MOINHO, TRANSFORME SE NO SEU RIO.
SOFRER PARA POUPAR É DIFERENTE DE POUPAR PARA NÃO SOFRER.
LEMBRE SE, O PRODUTO É MATÉRIA, NÃO FALA, MAS O CRIADOR SIM... APRENDA COM ÊLE
Artigo: Gestão do Conhecimento, Ser humano, e Produto.
ATÉ UM CACHORRO SABE AGRADECER, PORÉM COM PALAVRAS, SÓ O SER HUMANO, AGRADEÇA, NÃO SEJA UM ANIMAL!
O SER HUMANO DIFERE DO ANIMAL PELO ESPELHO, O PRIMEIRO TEM A CHANCE DE MELHORAR A SI MESMO, O ANIMAL NÃO RECONHECE OS SEUS PRÓPRIOS DEFEITOS.
SABER QUANDO DESISTIR É SER UM ADMINISTRADOR, ENCONTRAR UMA SOLUÇÃO É SER CRIATIVO, PORÉM REALIZÁ-LO É SER EMPREENDEDOR.
NÃO IMPORTA O QUE SEJA, SE TEM UM SER HUMANO ENVOLVIDO, É POSSÍVEL DE SE ADMINISTRAR.
Palestra na FATEC
NINGUEM MERECE AS CONSEQÜÊNCIAS DE SEUS ERROS, MAS DIVIDA SEMPRE O SEU SUCESSO.
TRABALHE, MAS NÃO ESQUEÇAS DE RESPIRAR, CUIDE DAS COISAS IMPORTANTES, MAS NÃO ESQUEÇAS DAS COISAS SIMPLES. ELAS PODERÃO TAMBÉM SE TORNAR IMPORTANTES.
Pensamento durante a minha Crise de Bronquite
SE O SER HUMANO TIVESSE TEMPO PARA ESPERAR O SOL RAIAR, NÃO TERIA INVENTADO A LÂMPADA PARA ILUMINAR A NOITE.
O SUCESSO DA CRIATIVIDADE NASCE ANTES DA IDÉIA
Palestra no Centro Educacional e Assistencial de Pedreira
A VONTADE DE APRENDER ME LEVARÁ AO SUCESSO
ERRAR É HUMANO, ENCONTRAR UMA SOLUÇÃO É SER CRIATIVO, PORÉM, NÃO ESQUECER, É CHEGAR AO SUCESSO.
APRENDER COMO EMPURRAR É IMPORTANTE, PORÉM CRIAR ALGO IMPORTANTE PARA EMPURRAR É CHEGAR AO SUCESSO.
NÃO RECEBA O PREMIO SOZINHO, LEMBRE-SE DOS AMIGOS.
CRIE, PORÉM SEJA FORTE PARA REALIZÁ-LAS
SE DOMINARES É CAPAZ, SE CONQUISTAS SERÁ FELIZ, PORÉM SE TE RECONHECEM TENS O SUCESSO.
SE COM CRIATIVIDADE O MAL SE FEZ, COM CRIATIVIDADE
CURAR-SE-Á
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Somos pequenos e fracos, enquanto sozinhos, mas o ser humano criou a sociedade, e com ela nos tornamos poderosos, é um fator básico que não devemos esquecer.
Some se a isso perseverança, trabalho em equipe e criatividade que juntos venceremos as crises
Tem empresário que acha que só ele é criativo, e os seus funcionários só tem que obedecê-lo.
Esta é uma triste situação que não engrandece a empresa dele, e acaba com muitas idéias e oportunidades que porventura venham dos seus funcionários.
Senão vejamos, caso seja verdade, que esse dono de empresa seja realmente criativo, se ele considerar que alguns dos seus funcionários também o seja, temos matematicamente:
As idéias do empresário + as idéias dos funcionários.
Ou seja, cresce o volume de idéias dele, somadas com as dos funcionários...
A esse fato dou o nome de reconhecimento e respeito pelas idéias de quem quer contribuir.
Coloco também mais um condimento, o conceito de trabalho em equipe.
E, aprendendo com o passado, sinto ter que rememorar um fato ocorrido com a geração de nossas avós.
Em Agosto de 1945, na cidade de Hiroshima, numa das duas cidades bombardeadas na Segunda Grande Guerra, num piscar de olhos faleceram aproximadamente 130 mil pessoas e outras 80 mil ficaram feridas.
Foi o fim da Segunda Grande Guerra com a rendição japonesa, e a partir daquele instante o Japão teve que reagir, teve que erguer-se das cinzas, limpando os destroços, arrumando os restos, consertando o que foi possível consertarem, e, antes de tudo, criando coisas novas para enfrentar a concorrência mundial.
O desenvolvimento japonês do após guerra atingiu ao auge nos anos 80, quando o Japão chegou a superar os EUA em 25 entre 34 áreas criticas em alta tecnologia, sobretudo em inteligência artificial, óptica, eletrônica, e outros sistemas de engenharia e controle.
Nos anos 80, e início de 90, testemunhei a reação japonesa na indústria automotiva, pois, grande parte de meus 35 anos de vida profissional, tive a chance de atuar numa multinacional alemã, onde aprendemos através de filosofias e disciplinas japonesas como crescer praticando qualidade. Foi o início da filosofia Total Quality Management, gestão da qualidade total. O mundo teve que concordar, e juntos atingimos o estágio de qualidade atual na indústria.
Não é só pelo fenômeno do crescimento econômico e a posição alcançada na criação e desenvolvimento tecnológico que o Japão surpreendeu o mundo, mas como foi atingida, e foi com a sua luta unida, o trabalho em equipe, com determinação e muita criatividade, e finalmente conseguiu harmonizar o tradicional e o moderno, sem abrir mão de sua autenticidade cultural. O país reergueu-se das cinzas.
Esta capacidade criativa e trabalho em equipe, coletivo, é cultivado até os dias de hoje, e cito, por exemplo, o sistema de captação de energia solar das casas da cidade de Ota, onde a produção de eletricidade a partir do sol de cada casa é maior do que o consumo, e os moradores vendem energia, ao preço de US$ 50,00 por mês, para a companhia elétrica pública.
Baseado neste preço de venda da energia, os moradores levariam 30 anos para que recuperem o investimento efetuado nos painéis solares, que custam o equivalente a US$ 20 mil por cada moradia. Porém, neste momento esta matemática financeira não importa, o que importa é que eles, num total de 550 casas conseguiram mais uma vez, com criatividade, vencer a crise de falta de energia elétrica, num país de poucos recursos energéticos, e ainda inverter a situação de falta de energia, para a auto-suficiência.
O mundo reclama da situação financeira ocasionada pelos EUA, porém eu pergunto, será que podemos sair dessa dificuldade praticando um pouco de criatividade nessa crise?
(Pesquisas:vice-ministro das Finanças do Japão Eisuke Sakakibara e
INSTITUTO DE PESQUISA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS, ACS/MRE CAPES,CNPq, FUNAG)
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Artigos publicados no Jornal Nipo-brasileiro Tudo Bem
São artigos sobre Criatividade na Vida Cotidiana e Corporativa
http://gambare.uol.com.br/2005/10/01/criatividade-o-inicio-de-tudo/
http://gambare.uol.com.br/2005/10/29/e-preciso-ser-criativo-todo-santo-dia/
http://gambare.uol.com.br/2005/11/05/rotina-monotonia-e-sucesso/
http://gambare.uol.com.br/2005/11/12/as-lentes-da-criatividade/
http://gambare.uol.com.br/2005/10/08/para-ser-criativo-e-preciso-comecar/
http://gambare.uol.com.br/2005/10/15/network-uma-ferramenta-poderosa/
http://gambare.uol.com.br/2005/10/22/criatividade-como-disciplina/
http://gambare.uol.com.br/2005/12/03/sempre-ha-alternativas/
http://gambare.uol.com.br/2005/12/10/criatividade-brasileira/
http://gambare.uol.com.br/2005/12/31/criatividade-nao-e-garantia-de-sucesso/
http://gambare.uol.com.br/2006/01/14/nao-gosta-entao-melhore/
http://gambare.uol.com.br/2006/01/21/pausa-para-refletir/
http://gambare.uol.com.br/2006/01/21/potencialize-os-seus-sentimentos/
http://gambare.uol.com.br/2006/01/28/jogar-verde-para-colher-maduro/
http://gambare.uol.com.br/2006/02/04/bar-do-luiz-servir-com-criatividade/
http://gambare.uol.com.br/2006/02/11/criar-para-nao-errar-mais/
http://gambare.uol.com.br/2006/02/25/do-lixo-para-o-nicho/
http://gambare.uol.com.br/2006/03/04/uma-grande-licao/
http://gambare.uol.com.br/2006/03/11/culturas-diferentes-ideias-diferentes/
http://gambare.uol.com.br/2006/03/24/quando-criatividade-e-vontade-realizam-um-sonho/
http://gambare.uol.com.br/2006/03/31/ser-util-ser-criativo-e-ser-motivado/
http://gambare.uol.com.br/2006/04/08/desenvolver-e-criar-a-partir-do-que-existe/
http://gambare.uol.com.br/2006/04/12/sera-que-sou-criativo/
http://gambare.uol.com.br/2006/04/20/criar-o-util-ou-ridiculo/
http://gambare.uol.com.br/2006/05/10/tres-palavras-sobre-criatividade/
http://gambare.uol.com.br/2006/05/13/criar-ou-administrar/
http://gambare.uol.com.br/2006/05/23/impar/
http://gambare.uol.com.br/2006/06/02/numeros-invisiveis/
http://gambare.uol.com.br/2006/06/13/biometria-a-criatividade-do-futuro-no-presente/
http://gambare.uol.com.br/2006/06/20/uma-boa-ideia-nao-e-garantia-de-sucesso/
http://gambare.uol.com.br/2006/09/02/historias-para-facilitar-nossa-vida/
http://gambare.uol.com.br/2006/09/10/sinergia-e-conectividade/
http://gambare.uol.com.br/2006/09/24/criatividade-e-cores/
http://gambare.uol.com.br/2006/10/01/castelo-de-areia/
http://gambare.uol.com.br/2006/10/10/entenda-um-conceito-e-crie-uma-solucao/
http://gambare.uol.com.br/2006/11/02/a-criatividade-esta-nos-detalhes/
domingo, 16 de novembro de 2008
Apertar o botão
Do ato de atacar um animal com uma clava, matar e comer, o homem chegou a criar o mecanismo de apertar um botão para que as coisas funcionassem imediatamente. Porém, a criatividade não parou ainda e o homem busca sempre a eficácia.
Ao refletir sobre a evolução do homem até os dias de hoje nada supera em criatividade e utilidade o conceito de “apertar um botão” para que tudo aconteça imediatamente, desde as coisas boas até as coisas ruins. Assim, o nosso ancestral deve ter sentido uma tremenda ineficácia quando teve que achar algo para comer e saciar a sua fome, nada fácil como colocar um congelado e apertar o botão do forno microondas.
Outro conceito de apertar um botão e as coisas acontecerem, pode ser testemunhado no cenário corporativo e empresarial quando, o alto executivo chama o seu assessor para dar uma ordem ou solicitar algum trabalho urgente.
Por analogia o empresário não fez nada mais que “apertar um botão” chamado Assessoria de Diretoria, para que a partir daquele ato as coisas começarem a acontecer. A sua Assessoria é um Botão Organizacional dentro de sua Empresa.
Com criatividade, trabalho e persistência, chegamos a outro botão poderosíssimo, o botão “Enter” do computador, onde a partir daquele instante, tudo passa a acontecer conforme planejamos. E a mágica não para por aí, se analisamos e concluímos que algo está em desacordo, apertamos um outro botão o “Delete”, e tudo que foi feito é apagado conforme nossa decisão.
O século XXI definitivamente já foi batizado de era digital, não podemos fugir desta realidade, porém, como aprimorar sempre o conceito infalível e eficaz de “apertar um botão” para que as coisas aconteçam sem erros?
A realidade nos mostra que nem sempre encontramos um botão adequado e certo para apertar, ou pior ainda não temos um botão para apertar, e ainda mais, temos que criar este botão.
Sem sombra de dúvida nós criamos e estamos criando os “botões” para apertar quando precisamos.
Encurtar o caminho do resultado, simplificar uma série de operações trabalhosas, unir dois ambientes, acionar, alertar, avisar, enfim, estaremos gastando horas para dar exemplos de botões para serem apertados para que as coisa aconteçam.
Essa é a grande conquista do homem moderno, sintetizar em poucas ações um montão de operações que demandariam muitas horas de trabalho e desenvolvimento.
A isso chamamos de desenvolvimento de inteligências corporativas, capital intelectual, business intelligence etc.
A analogia pode ser estendida para o ambiente familiar, quando solicitamos a nossa faxineira de casa, a Maria, para que ela “dê uma geral na sala”, e ela já sabe, com eficiência, o que fazer... Isso funciona porque a dona de casa um dia sentou, explicou, mostrou, e combinou com a Maria e desenvolveu um botão chamado “faxina da sala”
No mundo corporativo, quando o alto executivo dá uma ordem do tipo “pessoal, nesta semana vamos “fechar o balanço e planejar os investimentos bienais”, toda sua staff sabe o que fazer. Mais um exemplo de construção e desenvolvimento de um botão estratégico, uma grande tarefa resumida em uma simples ordem, outra vez repito e digo que este executivo construiu com grande eficácia o seu botão para apertar...
Quando foi desenvolvido e divulgado o One-Button Disaster Recovery (OBDR), ou seja botão único para recuperar desastres, não acreditei até onde chegou a eficácia no mundo da informática. Conceitualmente, são milhões de operações acontecendo em computadores de altíssima capacidade e cada computador executando ordens pré-determinadas para se recuperar um estrago feito por alguém e conseguido numa simples e rápida ação da inteligência computacional.
Assim, a receita de bolo para construirmos o nosso “botão” para vários aspectos de nossa vida cotidiana não é difícil. Basta vislumbrarmos onde queremos chegar, o que obter, ou o que resolver. Daí voltarmos, para enxergar todas as tarefas e operações de percurso até o resultado final e cada passo resumirmos em pequenos pacotes de coisas a fazer, uni-las e criar uma ação que desencadeie o início de todas as tarefas. Ter pessoas, equipamentos, e responsabilidades entendidas e compromissadas, sejam elas escritas ou faladas, de tal forma que a seqüência das coisas aconteça sem você botar a mão em cada trecho.
Peguemos o exemplo do trabalho nobre, mas pouco reconhecido, de nossa Maria.
O botão “dê uma geral na sala”, foi o fruto de algumas horas de instrução da patroa para a empregada, mostrando onde ficam armazenados os produtos de limpeza, onde e como deve ser lavado ou limpo cada canto da sala, todo o cuidado para com os objetos e suas posições de enfeite dentro do ambiente da sala, enfim um caminhão de cuidados, ordens, e dicas que num simples apertar do botão “Maria dê uma geral na sala” faz com que as coisas aconteçam... Construa o seu botão cuidadosamente para que consiga apertá-lo confiando no resultado a ser obtido. Melhor ainda, seja criativo e substitua este botão pela palavra eficácia.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Fora dos Portões, com criatividade
Quando mamãe fechava o portão de casa, após um dia de atividades, e eu após ter brincado o suficiente, entrava para dentro de casa, tinha certeza que aquele ato de trancar o portão me deixava protegido do universo externo, que era a rua, os ladrões, os monstrinhos que a noite trazia. Enfim fechar o portão de casa me dava segurança. Tudo que era difícil, perigoso e feio ficava lá fora e após fechar o portão, em casa me sentia protegido, e tudo resolvido.
Os especialistas sobre a questão, definem que, toda essa situação fica gravado no nosso subconsciente e acaba formando o superego, os paradigmas, os valores pessoais, os filtros de análise, os traumas...
Um portão representa para todos nós, desde criança, algo que separa dois universos o interno que pode ser a nossa casa, do externo, a rua, os vizinhos.
Porém, se continuarmos a expandir este conceito, o significado de interno poderá ser um convento de freiras, o externo a vida dos profanos, a sociedade.
O mundo interno poderá ser ainda a nossa vida numa faculdade, o externo o nosso primeiro emprego, ou seja, ganhar a vida na sociedade.
Continuando, no mundo empresarial, podemos ainda considerar o lado interno a empresa, ou uma multinacional, e o lado externo deste portão, a realidade de uma vida competitiva e sem recursos, muitos desafios, onde predominam as leis da sobrevivência.
Um vez fora dos portões, na sociedade, no mercado competitivo, faço uma pergunta:
Você já se imaginou sem o seu sobrenome? Ou ainda, ser um desconhecido, sem fama e qualificação nenhuma?
Isso é um fato que eu nunca tinha imaginado, até o dia em que deixei a multinacional como executivo da área de desenvolvimento de produtos, e aventurar-me na carreira solo. Até então eu tinha um sobrenome, era o Jorge, da Empresa X.
Para os que já saíram de uma multinacional, ou de uma grande empresa ou deixou uma atividade que exercia há anos, reflitam e chegarão a esta conclusão. Todos nós temos um sobrenome, a Maria do bolo, a Fátima cabeleireira, o Zé do bar, o Mário do açougue, e assim por diante.
Alguns insistem ainda em dizer: O Jorge que “trabalhava” na Empresa X, perceberam que, a grande diferença está na conjugação do verbo no passado, e sob a ótica empresarial ninguém se interessa por quem “já trabalhou”, a não ser “ouvir” as histórias e experiências profissionais deste veterano.
Dentro dos portões de uma grande empresa, uma multinacional, ou uma montadora, ou uma rede de supermercados, o que quer que seja, estamos sobre um tabuleiro, os departamentos, onde conhecemos as regras do jogo, os procedimentos internos, onde nós somos pedras conhecidas, cargos e funções, rejeitadas ou laureadas, e o mais importante, os riscos são conhecidos, e em alguns casos até batizados e nomeados...relatórios financeiros, status do programa, comitê direcional, .etc
Do lado de fora dos portões, nada daquilo funciona, são filas que você deverá enfrentar, apresentações para platéias desconhecidas, convencer pessoas que você nunca viu, e sem dinheiro e crédito e nem patrocínio para implementar suas idéias.
Tive que pensar e tentar sobreviver, e Deus me equipou de uma qualidade que tive oportunidade de utilizar.
Nos meus 30 anos de atividade na área de desenvolvimento de produtos, em 3 empresas, e residências em 3 países, Alemanha, Inglaterra, e finalmente China, acumulei várias competências, algumas ressaltadas e melhoradas com treinamentos, ou outras impostas pelo mercado competitivo, e aprendidas durante a minha vida corporativa nas indústrias.
Destas qualidades profissionais, ou aquelas que Deus me equipou, uma me assegurou a ganhar um novo sobrenome, a criatividade.
Como a minha atuação na indústria sempre foi na área de pesquisa e desenvolvimento, onde era obrigado a criar novos produtos e melhores, ao sair da multinacional, preservei esta aptidão criativa e iniciei minha vida profissional atuando em outras áreas que não seja somente a dos automóveis. Abandonei também a “cara de executivo”, logicamente, e comecei a trabalhar como “consultor” em desenvolvimento de produtos. Aventurei-me em trabalhar em áreas tais como perfumes, restaurantes, pequenas indústrias de componentes mecânicos ou elétricos, lojas, sabonetes, e muitos outros. Ou seja, continuar exercendo a criatividade.
Voltando ao conceito dos portões, podemos conceituar outra mudança, de dentro e fora dos portões para, passado e presente, ou inércia e movimento, ou, melhor ainda, sair da zona de conforto, para uma luta competitiva.
Deste ambiente da zona de conforto, dentro dos portões, para fora no mundo competitivo, afirmo que, só uma habilidade poderá alavancar uma mudança no indivíduo levando-o para o sucesso, a criatividade, logicamente reforçada por iniciativa, motivação e empreendedorismo, qualidades que são obrigatórias para os que perseguem o sucesso.
Fora dos Portões, afirmo e confirmo que a minha única ferramenta tem sido a criatividade, não é pesada, é possível acioná-la a qualquer momento, se bem aplicada, não machuca e produzirá efeitos que o levarão para o reconhecimento e sucesso.
Estando fora dos portões desde 2003, pretendo nunca retornar e “entrar para dentro”, praticar o ostracismo, e estar na "zona de conforto", aqui fora a caça é melhor e autêntica, porém se alguém abrir as portas de sua Empresa não poderei negar o desafio....e dizer que nunca serei funcionário de ninguém...
domingo, 17 de agosto de 2008
Uma pausa para a criatividade
Cheguei a um estágio de minha vida profissional dentro da montadora onde pensei continuar como médio executivo ou cair no mundo para galgar um estágio mais alto de minha vida profissional. A oportunidade que se mostrou foi boa e acabei negociando a minha rescisão de contrato dentro de um programa de demissões voluntárias.
Uma vez "na rua", fora dos portões da mãe protetora, a multinacional, continuei a minha atividade com outra roupagem, como consultor de desenvolvimento de produtos. Após algumas visitas a clientes não foi muito difícil perceber que a criatividade é a base do desenvolvimento de um produto: sentir a necessidade, solucionar, concretizar a solução como produto.
Longe de ser filósofo ou teólogo, costumo dizer que Deus criou o ser humano já criativo por natureza, senão não teríamos chegado ao nível de desenvolvimento em que estamos. Basta externarmos o que Deus já implantou na gente. Não se ensina a ser criativo, porém o que tento demonstrar nas minhas palestras é, através de alguns esclarecimentos, treinar e tornar o profissional ou o empresário a ser criativo.
Ao estudarmos a humanidade percebemos que estamos criando coisas novas em razão exponencial. Por que isso? Simples, uma boa solução excita a criação de uma outra melhor. Assim tem sido a evolução do automóvel, assim tem sido a evolução dos aparelhos eletrônicos, dos remédios etc.
E aí vai a minha primeira recomendação: se você tiver um talento inventivo, basta "desenvolver" o que já existe de bom. Porém, para desenvolver, é necessária uma aptidão de enxergar as coisas de outra maneira, dar novas funções para os produtos conhecidos a sua volta, somar funções, enxergar a possibilidade de migrar valores de um produto para o outro.
Há algumas décadas o correio era a única coisa que chegava em casa, até o momento em que um "louco" achou que uma pizza também deveria chegar em casa. Nasceu a filosofia do delivery.
Acho também que para ser criativo devemos ter hábitos criativos, ou seja, fazer diferente as coisas que sempre fazemos igual: acordar, tomar banho, caminhar para o serviço, abrir a gaveta da escrivaninha do trabalho etc. Porém, existe também a teoria da ala da oposição, que diz que do hábito e do ato repetitivo poderá nascer a necessidade de melhoria, e daí a chance de criarmos algo para uma situação ou necessidade.
O indivíduo normal assistirá a um filme e tentará comprar uma camiseta para guardar de recordação, enquanto o criativo irá comercializar camisetas com o tema do filme. A criatividade, se me permitem dizer, é a outra extremidade da disciplina, das coisas regradas, da rigidez.
Em contrapartida, não incito a anarquia, a falta de disciplina, a desordem. É que se você se prender às regras, às leis e a outros tipos de inibição, não conseguirá criar, pois a sua consciência está presa ao superego. Traduzindo, para criar, dê uma pausa ao superego. Liberte-se, quebre a rotina, as regras; uma vez concretizada a sua idéia, tenha certeza que aparecerá um batalhão de críticos para que você ponha à prova a sua criação.
Agora, esquecendo-se um pouco da criatividade "sonhadora", devemos entender um pouco o processo criativo na indústria, pois no mundo empresarial uma idéia só será lembrada como "a idéia" sendo uma boa criação, após ter sido comercializada, consumida, e alcançada a aceitação pública no mercado. E, portanto, existem outras aptidões e capacidades que auxiliam ou complementam no processo da criatividade, que são a persistência, o trabalho braçal, dedicação, paciência, coragem, e outras qualidades que são peculiares a todo cidadão empreendedor.
Há uma seqüência natural das coisas acontecerem, enxergar a necessidade, criar, concretizar em produto ou serviço. Porém, se não formos empreendedores, nossa idéia não será implementada, e repito, idéia não implementada é idéia inexistente.
