sábado, 19 de fevereiro de 2011

A fila

A vida é percorrer um imenso caminho... Para ser o líder desta trajetória, ser professor, ser único, muitas vezes significa estar numa fila, pois fazer o que todos fazem é estar em algum lugar nesta fila, copiando quem está a sua frente, mas para liderar essa fila é necessário ser criativo.

O universo anda, a Terra se move, a sociedade se transforma; se analisarmos vamos enxergar sempre filas, uma sucessão de fatos e uma seqüência de acontecimentos. O universo é um tipo de uma grande fila.
Ao nascer, o ser humano passa a integrar a fila de sua vida, onde os fatos da evolução animal vão aparecendo e podemos até por antecipação, prever algumas coisas baseando se no que acontece com nossos pais e irmãos mais velhos. Eles vão deixando para trás os acontecimentos e vão ficando mais experintes, velhos, idosos e senis. É uma escola onde adquirimos o conhecimento natural das coisas só pelo fato de conviver. São experiências que vão acontecendo na parte da frente desta grande fila que é a nossa vida.
Somos um ser vivo de 200 000 anos de evolução onde um sempre teve a chance de olhar a sua frente na fila da evolução. A partir do primeiro homem os demais sempre tiveram a chance de ver o que poderia fazer, ou acontecer por antecipação.
Por opção é possível mudarmos de fila, são as vontades próprias, motor do desejo e coragem próprios de poucos. É isso que fascina os homens a serem os primeiros da fila, custe o que custar, dificuldades, dissabores do fracasso, mas tentar, lutar e vencer os obstáculos para finalmente ser campeão. E aí vai uma explicação biológica, onde especialistas dizem que o homem carrega no seu gene a vontade de evoluir, fazendo com que a gente odeie as filas... a fila da acomodação, da mesmice, da rotina, e que nos impulsiona a fazer andar a fila das novas conquistas.
A fila muitas vezes é o termômetro dos fatos, onde há muitos deve haver uma razão, e uma explicação, seja fracasso ou sucesso. Uma oferta de preço, uma oportunidade de emprego, são fatos materiais, mas há também uma fila ideológica onde os revolucionários puxam, a frente de uma revolução.
Olhar e perceber que existe uma fila já é um progresso, reconhecer que existem antecessores a você, ser humilde e perceber que existem melhores que você, esperar a sua vez, ou preparar se para evoluir na fila.
Ainda, nem sempre podemos ser admitidos numa fila, talvez tenhamos que nos qualificar para pertencer a essa fila, mas a grande vantagem é que o seu antecessor na fila poderá ajudá-lo e instruí-lo como fazer para andar junto com ele na fila. No mundo empresarial essa coisa que está sendo motivo da fila poderá ser o conhecimento empresarial, que hoje chamamos de capital intelectual, uma parte dele, chamada de inteligência de negócios, que poderá ser repassado nesta fila para a sua evolução empresarial.
Podemos ter atitudes e filosofias próprias e não querer entrar em algumas filas, pois por experiência de outros podemos antever o resultado que não nos interessa.
Dos mestres nascerão outros mestres, feliz aquele que tem um mestre, pois a vida é um eterno aprendizado, o nosso mestre foi um ser como nós, somente evoluiu na fila de sua matéria, vai chegar também a sua vez de liderar os seus pupilos e aprendizes.
Criar é algo novo, e não tem igual na parte da frente da fila, pois, aquilo está nascendo naquele instante e ninguém nunca fez igual, portanto, ao criar você passará a estar na frente de uma fila de seguidores de sua idéia.
Portanto, perceber que existe uma fila, ser humilde e esperar a sua vez, ou ser criativo para liderar uma fila são duas atitudes importantes.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Gestão do Conhecimento de maneira simplificada


Antes era sabedoria, alguns disseram que era experiência, daí falamos em Knowhow, hoje só se fala em Gestão de Conhecimento. O mais surpreendente é que já praticamos isso, porém de maneira amadorística...



O quarto estava uma bagunça, a mãe deu uma bronca e tudo se arrumou...porém dois brinquedos ficaram fora da ordem...não tinha onde guardá-los. Nem eram para serem guardados, não eram importantes para a garotada.

Assim temos praticado a gestão do conhecimento, sem termos consciência da tecnologia nem etimologia da palavra, ou seja, guardar, ou armazenar, ou “salvar” o que nos interessa nas gavetas, armários, arquivos, armazéns, ou “data warehouses. “

Sempre bem guardados com chaves, senhas, ou “encriptados” e enviados para bem alto onde as crianças não alcancem, encima do armário, ou até nas nuvens, “Cloud Computing”, acreditem isso existe, tecnologicamente falando...

O desespero acontece quando a mãe manda buscar uma coisa que ela mandou guardar e a turminha não lembra onde guardou e a procura, ou “search”, começa pelas gavetas, é como se fosse garimpar no deserto a procura de ouro, novamente, garimpar, “mining”, “data mining”, tudo a ver com a informática atual, no modelo BI, ou seja Business Intelligence, ou ainda Inteligência do Negócio...

A mãe organiza toda essa bagunça antes de responder o que fazer com o resultado, sem dar conta que organizar é MIS, Management Information System, Sistema de Gestão da Informação. Sem isso a gente não saberia o que fazer com aquilo que a mãe mandou buscar.

No mundo dos negócios, partindo dos primórdios da industrialização, usamos o termo, sabedoria e experiência na época artesanal, know how na era pós 2ª Grande Guerra, com o domínio americano, e agora, na entrada do Milênio Gestão do Conhecimento.

Voltando ao quarto da garotada, e praticando analogia, a gestão do conhecimento, arruma, guarda o que é importante, ou joga fora o que não está no contexto,ordena para facilitar a busca posterior, e cria gavetas para ordenar e guardar coisas novas, sempre bem guardadas ou por senhas ou em locais remotos, fora do alcance de pessoas não autorizadas, sempre tendo em mente que não devemos esquecer em que gaveta está guardada um determinado assunto.

No mundo dos negócios a gestão do conhecimento tem sido fortemente disseminada, pois, todo negócio é tocado por uma inteligência, Business Intelligence, ou seja um jeito de fazer as coisas, Know-how, para ter lucro e prosperidade.

Não devemos esquecer que toda essa organização está nas pessoas, que sabem onde procurar, como procurar e como atualizar, sempre trocando as coisinhas que estão nas gavetas dos arquivos,e isso custa dinheiro, e vale dinheiro, é o capital intelectual das empresas, incluindo se nisso as marcas famosas, por exemplo a Google que segundo Millward Brown Optimor (agosto 2009) vale 100 bilhões de dolares, seu rival Microsoft US$76.2 e a Coca-Cola US$67.6.

O conhecimento da mãe que cuida da casa talvez não valha monetariamente tanto quanto, mas grande importância é que garante o sucesso de toda a família, daí o grande objetivo da Gestão do Conhecimento é gerir o nosso conhecimento, saber de maneira ordenada, para ter sucesso nas coisas, procurando e aprendendo, o que for necessário para atingir os objetivos.

sábado, 9 de outubro de 2010

Sou mais um ser como você

O mundo corporativo ajudou a difundir o curriculum vitae, ou simplesmente currículo um instrumento de penetração no mercado empregatício. Hoje, o profissional é escolhido por algumas diferenças descritas nesse pedaço de papel.

Se analisarem friamente, sob a ótica teológica, antropológica e da medicina sou mais um ser como você, talvez com uma pequena diferença na formação e experiência profissional, pois trabalhei mais de 30 anos em empresas e indústrias multinacionais, desenvolvendo produtos de consumo, talvez tenha mais alguma diferença ainda pois tive oportunidades de residir em 4 países no exterior, dos quais a mais longa foi na Alemanha, por quase 3 anos e meio com a minha família, gerenciando o desenvolvimento do modelo POLO da Volkswagen, onde, em sua filial no Brasil, trabalhei por longos 26 anos, sendo 8 anos como executivo, outros países como Inglaterra (um ano), participando no projeto ESCORT, Espanha e China também fizeram parte de minha história profissional.

Talvez a outra diferença com relação a você, seja o meu dom de pintar quadros, (sou membro da APBA, Associação Paulista de Belas Artes) com a técnica de espátula em vez do uso do pincel para comunicar as formas na tela, esse dom descobri ainda na infância, pinto quadros, portanto, quase a minha vida inteira, que iniciou no bairro da Saúde, em São Paulo, Capital, exatamente no dia 02/06/1953.

Por conta dessas experiências hoje exerço a atividade de consultor em desenvolvimento de produtos, e acho egoísta guardar esses conhecimentos então compartilho essa minha experiência com os outros, em palestras, já os ministrei em entidades como Rotary Club 6 vezes, JCI do Brasil, 3 vezes, CIEE, escolas SENAI, FATEC, e empresas privadas.

Porém as diferenças aumentam quando lhes digo que falo dois idiomas estrangeiros com fluência o inglês e o alemão (veja, um japonês falando alemão). E, para resumir, milito disseminando a criatividade em artigos na mídia, já fui colaborador, durante um ano, para um jornal nipo-brasileiro o TUDO BEM, (grupo da antiga revista MADE IN JAPAN) sou membro da API, Associação Paulista de Imprensa.
Gosto de duas frases, uma alemã, ich geh wo das musik spielt, vou onde se tocam a música, e a outra da canção Look to the rainbow, a estrofe, follow the fellow who follows the dream, siga as pessoas que perseguem os sonhos...

Portanto, sou um desenvolvedor e formador de Capital Intelectual contextualizado em produtos e busco oportunidades, desenvolvo idéias tornando as em oportunidades empresariais rentáveis, e por isso talvez, eu seja um pouco mais criativo que você..., um cara que conhece produtos, que tem sensibilidade artística e mais, que fala dois idiomas e que ainda sabe escrever bem

Desde 2006, trabalho numa empresa de informática, e posso elencar algumas das minhas atividades, como consultor:
• Desenvolvimento de Produtos de Informática e novos produtos e serviços.
• Desenvolvimento de inteligências e arquiteturas funcional de softwares de segurança de informática
• Modelos de negócios
• Planejamento de desenvolvimento de projetos
• Elaboração de Propostas e Contratos de venda de Projetos e SW
• Análise e preparação de documentos e certidões para concorrência em Licitações de segmentos de segurança de informática
• Pesquisa, planejamento, conceito e desenho de Produtos Hardware de Informática
• Pesquisa de novas soluções e inteligências de mercado para criação de novas arquiteturas de soluções de Software para novos segmentos
• Desenvolvimento de fornecedores de Softwares e Hardwares para segmento de informática, com o exterior, em idioma inglês e alemão, empresas multinacionais.

Jorge Eiti Okazaki

Um exemplo de Currículo...

domingo, 26 de setembro de 2010

Bobagens da cultura de consumo

Nenhum ser humano é totalmente igual a um outro, e por conseqüência, têm capacidades, competências e gostos diferentes, nascendo assim um dos motores do desenvolvimento humano, o consumo, um adquirindo do outro o que necessitava. Nascendo também o consumo ilógico de bobagens.

Carne vegetal. Green Live Vegetable Meat Patente número:PI9711612-2, obtido por Beniamino Anzalone, depositado no INPI em 1997
Descrição da Patente de invenção:
“CARNE VEGETAL. A carne vegetal é um alimento de alto valor nutritivo, que usa proteínas de glúten, minerais, vitaminas e fibras de alimento de cereais e de legumes. A carne vegetal é produzido por misturação de uma percentagem de glútem com uma percentagem de uma ou mais farinhas de cereais ou com uma percentagem de uma ou mais farinhas de legumes ou com uma percentagem, de uma ou mais farinhas e cereais e legumes juntas.”
Ora, ou é uma carne ou é um vegetal, porém hoje com a psicose das dietas, restrições à carne vermelha criaram se a “carne vegetal”. Quem numa tarde de domingo já almoçou com a família e deu uma dentada na picanha oferecida nos restaurantes rodízios vai entender que estamos falando de dois produtos inteiramente diferentes: a carne bovina e a carne patenteada como “carne vegetal”...filosóficamente falando, ou se come proteína animal ou vegetal.
Com a moda do chá verde, seus poderes relaxantes e curandeiro e os benefícios que essa erva traz disseminadas no mercado através de revendas de produtos fitoterápicos, conquistou a crença que tudo é possível com o uso do chá verde, por exemplo, um XAMPU DE CHÁ VERDE. Que besteira! Ou se lava o cabelo bem lavado com um xampu a base de uma mistura saponácea ou se aprecia a bebida a base de infusão apreciada a mais de 5000 anos. Essa migração de função de um produto para outro, tentando conquistar e confundir os gostos dos incautos nos levam para uma cultura de consumo inútil.
Os PERFUME DE VINHO MALBEC e TEMAKI DE DORITOS também considero os descaracterizações de produtos, o perfume com cheiro de vinho, poderá ser substituído pelo próprio vinho pingando se um pouco dessa bebida no fim de uma degustação na roupa para conseguir o mesmo cheiro.
O Temaki, foi uma invenção dos samurais que por facilidade de obter algas marinhas enrolou com as mãos o arroz com filé de peixe e um pouco de tempero wassabi (mostarda), daí para enrolar Doritos, nada a ver.
Doritos é uma marca de salgadinho de tortilha que foi lançado no mercado norte-americano pela Alex Foods, somente na costa oeste, em 1964, é uma bolacha triangular salgada e temperada com pimenta.

Achei louvável a campanha “VITAMINA C E CAMA”, levada à mídia, na década passada, ela incentiva a dar uma solução natural ao nosso corpo, baseada no aumento da capacidade imunológica do ser humano, porém a campanha foi mal interpretada e o consumo de vitamina C em comprimidos efervescentes explodiu, assim como o consumo exagerado de produtos alimentícios que contenham a vitamina milagrosa. A conseqüência foi o grande aumento de pedras nos rins, perda de memória por calcificação dos neurônios cerebrais e outros sintomas.
Mas a bobagem não para por aí, a procura por fontes de vitamina C naturais virou febre de consumo por vegetais, frutas e raízes que contenham a vitamina milagrosa que cura tudo...
Alfred Wegener, 1912, e seu livro "A origem dos Continentes e dos Oceanos", e Abraham Ortelius,1596, Thesaurus Geographicus, Ortelius sugeriram que os continentes estivessem unidos no passado. Eles sugeriram que pela similaridade geométrica das costas atuais da Europa e África com as costas da América do Norte e do Sul; ficava evidente que havia um bom encaixe entre os continentes Vieram outros Antonio Snider-Pellegrini, e assim por diante que teorizaram que os continentes estiveram unidos.
Mais tarde, a similaridade entre os fósseis encontrados em diferentes continentes, bem como entre formações geológicas, levou alguns geólogos do hemisfério Sul a acreditar que todos os continentes já estiveram unidos, na forma de um supercontinente que recebeu o nome de Pangeia.
Isso leva a crer que se existiam seres humanos nesses lugares deveriam ter existido vitaminas C’s em diversas formas em todos os lugares.
Voltando a questão, a vitamina C da Rússia é a mesma de nosso nordeste, que também é a mesma da China...Surge a pergunta; e porque a febre de comprar a fruta X de tal lugar que tem muita vitamina C, se a nossa Acerora do nordeste, coitada tão desprestigiada na feira de rua, é exportada para a Ásia onde também tem uma alga com muita vitamina C?
Assim, também a nossa vida agitada e atribulada não nos permite mais andar descalços, pois o sapado é calçado no ato de pisarmos o chão do quarto, criaram se teorias e estudos e também Spas onde se aplicam massagem nos pés...

A eficácia e os benefícios da prática regular da reflexologia são reconhecidos, mas orientais e ocidentais discordam sobre seu mecanismo de ação. Para os especialistas do Oriente, a técnica se baseia na livre circulação da energia vital, chamada CHI. Quando determinado órgão apresenta excesso ou falta dessa energia, surgem dores ou doenças como sinal de alerta. O papel da massagem nos pés é justamente o de desbloquear e harmonizar o fluxo energético nos órgãos, assim eles funcionam melhor e a saúde é restabelecida.
Os ocidentais, por outro lado, descartam a idéia de uma energia invisível e explicam os efeitos com base na medicina. Os pés têm milhares de terminações nervosas e se ligam, através delas, ao restante do corpo. O médico Zang-Hee Cho, da Universidade da Califórnia, comprovou que sensibilizando determinada região do pé ativa-se a área do córtex cerebral correspondente ao reflexo.
Essa teoria toda não era sabida dos homens das cavernas, e eram felizes, pois, eles nem conheciam os sapatos, ora, se a planta do pé é excitada no ato de caminhar pelo chão de terra o efeito era o mesmo...
Na mesma linha de consumo temos a Aroma terapia, Terapia floral, Massagem com Pedras e Cristais, e “Outrosterapia”

Bem, os exemplos não acabam, o importante é entrarmos no nosso email para ler o que temos de novo, ouvindo música no iPod, postar uma opinião no nosso Blog, assistir a alguma vídeo cassetada no Youtube, ler as novas do Twitter, e ver se surgiu alguma oportunidade de emprego no Liked In, ah! Não esquecer de apagar o perfil da droga do Zé que está no meu Orkut incomodando...

Fontes:

http://www.patentesonline.com.br/carne-vegetal-35169.html

http://bonsfluidos.abril.com.br/edicoes/0061/canal3e/a.shtml

http://pt.wikipedia.org/wiki/Deriva_continental#A_Teoria_de_Wegener

domingo, 1 de agosto de 2010

O Quintal

Há décadas o quintal era uma representação da natureza que tínhamos no fundo de nossas casas, para olhar, plantar árvores, as crianças brincarem, e a chuva chover...



A reforma no fundo de nossa casa está com a capacidade total de envolvimento de nossa família, e como não somos profissionais da área, tudo é improvisado para que as coisas aconteçam da melhor maneira possível com pouco recurso material.

O Zé, pedreiro da obra, não pensou muito, recolheu algumas peças de madeira do nosso quintal e um velho baú para fazer um andaime e levantar a parede mais alta da reforma do cômodo. Este pequeno trabalho de improvisação mereceu um comentário de meu filho:

- Puxa pai...ainda bem que temos bastante tranqueira em casa para fazer as coisas...!

Respondi:

Sabe como eu chamo isso!?

- Felicidade!

Aquele nosso quintal, lembro bem, foi também alvo de uma conversa muito importante sobre a ecologia.

Numa tarde, após o almoço de sábado, o meu filho mais velho comeu uma banana e jogou a casca no pé da amoreira, sem dar importância para o latão de lixo que estava na porta de saída da cozinha.

Comentei sobre aquela cena com o Murilo, dizendo que éramos felizes porque tínhamos um quintal de terra, sem estar cimentado, com muito capim e que a casca de banana que ele jogou no chão, a natureza se incumbiria de transformá-la biologicamente em adubo para a amoreira crescer bonita e dar mais amoras...

- Felicidade é poder jogar uma casca de banana que acabamos de comer no chão sem preocupação de “estar sujando o ambiente” da área social tão bem cimentada e revestida com piso de porcelanato dos prédios...

Voltando a questão do andaime improvisado, expliquei que aquelas madeiras no passado cumpriram o seu papel e que estavam encostadas no fundo do quintal sem função, mas agora estão novamente servindo para alguma coisa, sendo reciclado na sua função.

Ou seja demonstrei que somos felizes por poder conviver com o meio ambiente, usar e reusar as coisas em prol do meio ambiente.

Sou da geração da cera Parquetina, que as donas de casa usavam para esfregar o chão com as suas pernas, até aparecer o brilho do piso feito de tacos de madeira, dos doces Confiança, que eram distribuídos nas “vendinhas” (pequenos supermercados de esquina) que não tinham sistemas logísticos dos grandes supermercados de hoje, da bomba de inseticida Flit, que matavam fulminantemente os insetos que ainda eram fracos, pois não eram fortalecidos pelas ações de agrotóxicos (que, pela lei da evolução das espécies tornam se cada vez mais fortes devido as cargas e agressões com inseticidas), do carro DKW Vemag, movido a motor dois tempos que soltavam bastante fumaça, mas não tínhamos problemas, (pois o ar “tinha muito espaço” para agüentar a poluição dos gases), e do Mimeógrafo que facilitava a professora do ensino “primário” (ensino fundamental) a distribuir as provas mensais, ...e muitas maravilhas da década de 60. Naquela época, era comum nos quintais, donas de casa terem a sua horta para plantar salsa (que não é nome de ritmo de dança!...) couve, ter pés de abacates, goiaba e laranjas, e ter alguns frangos soltos no quintal para serem abatidos e degustados em panelas de barro, enfim convivendo mais com o meio ambiente.

A vida agitada e o aumento da competitividade nos obrigaram a desenvolver a automação e a facilidade de resumir rotinas do cotidiano e está nos levando a soluções imediatistas, eliminando as chances de convívio com a natureza e até agredindo a indiretamente.

Com o progresso, o quintal foi rebatizado e tornou se na área social dos prédios e partes dele foram rebatizadas, vejamos: a brinquedoteca, espaço de 2 x 2 metros cheia de brinquedos industrializados vindos da China, substitui a antiga corda com pneu velho pendurada no abacateiro servindo de balanço do nosso quintal, o espaço gourmet, uma churrasqueira construída de alvenaria e tijolos refratários, substitui a churrasqueira improvisada feita de tambor de lata cortado ao meio no canto esquerdo do quintal, quadra de Street Ball, cercada de tela de arame e piso sintético, sem um pingo de barro, substitui as chances que tínhamos na nossa rua ainda de terra sem calçamento e que por transitar poucos carros a gente jogava bola, a famosa pelada de rua, o Fitness Room, não era necessário pois raramente sentávamos na sala para assistir televisão e piorar a nossa vida sedentária, o Baby room, era uma tábua de passar roupas que a minha mãe e as minhas tias aproveitavam para trocar as fraudas de meus primos, o Cyber room só existia em filmes pois ninguém tinha computador e muito menos acesso a mídia, e por fim, para que Solarium? se a gente vivia no quintal e acabava se bronzeando naturalmente, e graças a Deus não tínhamos câncer de pele, talvez porque também nem conhecíamos creme protetor solar...

Por conta dos prédios e as áreas sociais cimentadas, a “chuva não chove mais sobre a terra” e sim ela escorre sobre a área impermebializada de cimento e asfalto direto para as redes de águas pluviais desembocando em piscinões.

Pesquisadores da UFRGS demonstraram que pisos e calçadas feitos com paralelepípedos e blocos reduzem o escoamento de água em 40% a 65%, enquanto um gramado detém pelo menos 95%. Em um piso de concreto ou asfalto como nas áreas sociais dos prédios a relação é inversa: só 5% da água é que se infiltra.

Hoje as crianças receberam um novo nome para o verbo “brincar”... “ter atividades recreativas”, e tenho receio que nesse ritmo vão aparecer soluções de tecnologia que irão proporcionar a sensação de descanso e lazer virtuais...

É o caso da ERG- JO Software for Amusement da empresa lituana Premium Relax SW Co que trata do desenvolvimento de softwares e hardwares para relaxamento e lazer virtuais, ou seja são kit´s compostos de capacetes áudio visuais onde o usuário tem a chance de viajar para um mundo virtual de diversão e entretenimento com direito a sentir as sensações de nadar em piscina, simular jogos em campos de futebol e quadras de tênis, acompanhadas de músicas adequadas. O usuário necessita nada mais que um sofá com uma tomada na parede próxima para plugar o seu lazer virtual.

Logicamente, o produto ERG- JO Software for Amusement é pura suposição e ficção deste articulista, sobre um cenário de tecnologias virtuais que poderá acontecer, caso não tomarmos atitudes e posturas para preservar a natureza e o nosso relacionamento com ela, será certo que vamos acabar com aquela Área Social dos apartamentos, e também com aquele pedaço de terra no fundo das casas que chamamos ainda de Quintal...

Fonte:

http://www.premioreportagem.org.br/article.sub?docId=14027&c=Brasil&cRef=Brazil&year=2005&date=setembro%202004

domingo, 4 de julho de 2010

Não falam, sacrificamos, não vivemos sem eles

Animais, seres puros e naturais, irracionais, porém equilibrados e politicamente corretos sob todos os aspectos. Humanos racionais, inteligentes que usam, até assassinam os animais, mesmo que no final das contas a gente não consiga viver sem eles.

O tempo estava frio, inverno, porém a noite teria que ser de gala, roupa social, todos estavam muito elegantes, Marien entrou com seu casaco de peles exalando o perfume de almíscar e maquiagem impecavelmente produzida. Todos gostaram, todos os seres humanos...
A cena poderia ser a mesma em vários lugares no mundo, e realmente naquele instante, em vários lugares no mundo, com certeza milhares de mulheres, estariam usando os apetrechos de maquiagem, perfumes e casacos que foram fabricados, por métodos que poucos de nós conhecemos, são crimes contra a natureza praticados para o deleite das madames e senhoras da elite humana.
Há meses atrás num lugar remoto, na China, vários “Minks” foram mortos para a produção dos famosos “casacos de pele de marta” daquelas mulheres bem vestidas...como a Marien... elogiada por humanos...
Muitos desses animais são até esfolados vivos, porque a produção de pele teria que ser rápida, e pasmem, os animais sem peles, aleijados, jogados em valas coletivas para morrerem sozinhos e gelados...
Na seqüência de injustiças contra o reino animal temos o Almíscar nome dado originalmente a um perfume obtido a partir de uma substância de forte odor, secretada por uma glândula do cervo-almiscarado, de outros animais e também de algumas plantas de odor similar.
A variedade que é comercializada é a secreção do cervo-almiscarado, porém o odor se encontra também no boi-almiscarado, no rato-almiscarado (Ondatra zibethicus) da América do Norte, na ratazana-almiscarada da Índia e Europa, no pato-almiscarado ( Biziura lobata ) do sul da Austrália, no musaranho-almiscarado, no escaravelho-almiscarado ( Calichroma moschata ), e no aligator da América Central, entre outros animais.
Para que aquela maquiagem não resulte em alergias, irritações na pele, e que aquele Rímel nos cílios não irrite os olhos temos o inacreditável teste Draize, desenvolvida para os humanos, porém testada em animais...!
O teste foi desenvolvido para medir a ação nociva dos cosméticos. Os produtos são aplicados diretamente nos olhos dos animais conscientes. Coelhos são os animais mais utilizados nos testes Draize, pois são baratos e fáceis de manusear. Seus olhos grandes facilitam a observação dos resultados. Para prevenir a que arranquem seus próprios olhos (auto-mutilação), os animais são imobilizados em suportes, de onde somente as suas cabeças se projetam. É comum que seus olhos sejam mantidos abertos permanentemente através de clips de metal que seguram suas pálpebras. Durante o período do teste, os animais sofrem de dor extrema, uma vez, que não são anestesiados. Embora 72 horas geralmente sejam suficientes para a obtenção de resultado, a prova pode durar até 18 dias.
A criatividade do ser humano, dito racional, com a sua irracionalidade e na ânsia de criar sempre produtos de maior efeito para a sua vaidade, sustentada por um mercado consumidor milionário, foi longe demais.
E a lista e descrição de crueldades não terminam, porém penso que: o que com criatividade se destrói, com criatividade também se corrige.
Desde o dia 11 de março de 2009 é ilegal testar ingredientes para cosméticos em animais em qualquer parte da União Européia, havendo ou não um método não-animal disponível.
Os testes cosméticos foram banidos na Inglaterra desde 1998, graças à campanha da NAVS. Desde 2004 é ilegal testar em animais quando existem outras alternativas.
A proibição total de produtos testados em animais virá em 2013.
Se pensarmos, nós precisamos dos animais, eles fazem parte do grande ciclo alimentar e também simbiótico dos seres no planeta.
Precisamos dos animais para carga, para esporte, para nossa companhia.
Amamos animais, temos cachorros, gatos e passarinhos para serem nossos amigos.
Porque sacrificá-los por um simples prazer e vaidades mórbidas?

Fontes: "A verdadeira Face da Experimentação Animal" - Sergio Greif &
Thales Tréz, Wikipedia, vegetarianismoveganismo, e National Anti-Vivisection Society

O Mundo virtual, de onde não retornaremos...

Com as ferramentas o homem conseguiu evoluir fazendo o que não era possível fazer com as mãos, com os meios de transporte o homem conseguiu chegar onde com as pernas era impossível chegar, hoje até voamos... através de aviões. Será que continuaremos a evoluir..? Para onde estamos indo?

Em 1958, a Unesco definia como alfabetizada uma pessoa capaz de ler ou escrever um enunciado simples, relacionado a sua vida diária. Vinte anos depois, a Unesco sugeriu a adoção do conceito de alfabetismo funcional. É considerada alfabetizada funcional a pessoa capaz de utilizar a leitura e escrita para fazer frente às demandas de seu contexto social e de usar essas habilidades para continuar aprendendo e se desenvolvendo ao longo da vida. No século 20, no Brasil, as taxas de analfabetismo entre os brasileiros com 15 anos ou mais decresceram de 65% em 1920 para 13% em 2000.
Naquela época as pessoas “letradas” tinham mais chances de conhecer o mundo através da leitura e gozar de oportunidades profissionais melhor que as menos favorecidas analfabetas.
Já nas décadas subseqüentes, compreendida de maneira mais ampla do que o simples acesso ao computador, a Inclusão Digital é um conceito que engloba as novas tecnologias da informação e comunicação, a educação, o protagonismo, possibilitando a construção de uma cidadania criativa e empreendedora. A Inclusão Digital é um meio para promover a melhoria da qualidade de vida, através da compreensão do mundo de maneira rápida, assim como viabilizar ações à distancia, garantir maior liberdade social, possibilitando uma comunicação sem fronteiras e preconceitos, gerar conhecimento e troca de informações criando se novas comunidades do saber..
E mais ainda, o domínio de Tecnologia da Informação, possibilitou nos executar coisas, criar trabalhos automatizados, nasceram os robôs substitutos dos homens na indústria, não somente ler ou acessar informações, mas realizar coisas concretas antes só existentes na imaginação e por fim a criação de uma geração nova com habilidades e pensamentos novos.
Século XXI, falando das pessoas, hoje não classificamos por analfabetas, mas sim excluídas digitais, ou fora do mundo virtual.

E justamente, através da programação na informática e construção de poderosíssimos computadores, receio que criamos um novo mundo, o virtual, constituídos de equipamentos, de teclados, de telas, de velocidades de comunicação eletrônica, da magia da automação e comandos eletrônicos...
É fragrante a mudança sentida no cotidiano, o que antes era um aparelho de 1,70 kg apoiado numa mesa, que possibilitava conversa entre duas pessoas distantes, hoje se tornou um aparelho de 120 gr, que as pessoas carregam nos bolsos, e que contem capacidade de receber e enviar e-mails, tirar retratos, editar planilhas excel, ver televisão e conversar com pessoas olhando para as suas imagens através de um pequeno visor, ou, automóveis que estacionam em vagas na rua, sem a intervenção humana, basta acionar o comando que um pequeno programa de computador estaciona o veículo sozinho.
Não se esqueçam que tudo isso tem transformado as pessoas, gerando modelos de comportamentos e capacitações bem como habilidades condizentes com a realidade eletrônica e virtual.
Toda essa realidade da automação deixou o meu amigo feliz, ele ainda não tem a carta de habilitação para dirigir, e o “park assist” será uma grande solução, para a possível inabilidade que ele iria enfrentar no início. Porém a pergunta que me surpreendeu foi: ...e quando o programa “park assist” der pau?
Respondi, ora é só estacionar no modo manual...!
A geração nova, alguns o chamam de geração Y, não conta mais com as “soluções manuais”, ou seja com a intervenção humana, à força, olhando nos olhos, tocando nos ombros, gritando nos ouvidos, ou ainda embates corporais do “futebol de pelada”...eles se utilizam de comandos eletrônicos, botões, visores, e-mails, soluções binárias,iPhones, iPad, e learning, twitters...
Fisicamente presentes, porém mentalmente mergulhados, controlando, ou ainda comandando tudo dentro de um mundo virtual e eletrônico. Portanto, aqueles que a sociedade classifica como excluídos digitais não “entram” nem “acessam” mais este mundo da computação, da informática e digital (de dois valores 1 ou zero) da linguagem binária.
Quando no filme Matrix, sucesso do século passado, foi abordado o tema polêmico da luta do ser humano, por volta do ano de 2200, contra as máquinas e computadores, chocou os espectadores. Escravizada, a humanidade para se livrar do domínio das máquinas que evoluíram após o advento da Inteligência Artificial, cobriu a luz do Sol para cortar o suprimento de energia das mesmas, mas as máquinas reagiram e adotaram uma solução radical: como cada ser humano produz, em média, 120 volts de energia elétrica, começaram a cultivá-los (os seres humanos) em massa como fonte de energia. Para que o cultivo fosse eficiente, os seres humanos passaram a receber programas de realidade virtual, enquanto seus corpos reais permaneciam mergulhados em habitáculos nos campos de cultivo. Essa realidade virtual, que é um programa de computador ao qual todos são conectados, chamava-se Matrix e simula a humanidade do final do século XX.
Ficção à parte, hoje temos, e já é realidade, soluções comandadas via ponta dos dedos, vejam, não são mais botões...pois as telas são tocadas com as pontas dos dedos, o TOUCH SCREEN.
A grande verdade é que a INTERFACE HOMEM MÁQUINA (IHM) evoluiu demais nos dias de hoje. Isso é conseguido com a criação de softwares de última geração que os programadores desenvolvem utilizando LINGUAGENS DE ALTO NÍVEL, ou seja com altíssimo grau de abstração, sem nenhuma semelhança com os Fortrans, Assembly etc do passado, onde as strings eram números e letras incompreensíveis. Hoje é muito mais fácil criar soluções e softwares, e por conseqüência desenvolver inteligências artificiais.
Assim, digo que a terceira evolução do homem, seguindo as ferramentas e o transporte, são os desenvolvimentos de portais de acessos às soluções e novas realidades. Esses portais nos capacitam e nos oferecem soluções, mercadorias, notícias, entretenimentos, nos ensinam, e muito mais, eventualmente se quisermos podemos até comprar e pagar por aquilo que nos interessa.
Esses portais nos levam à um mundo, conceituado como Mundo Virtual.
Uma ponta desta realidade, primitivamente, foi semeada por John Logie Baird e Philo Farnsworth e Philo Taylor Farnsworth em 1927 com a invenção da televisão, um portal eletrônico que possibilitava, pobre e humildemente, ver e somente ver de casa, cenas de outras realidades muitas vezes acontecidas longe da gente...
Hoje um grande e poderoso portal de entrada para um outro mundo, é a Web, onde os botões da troca de canais foram substituídos por um teclado QWERTY, e em vez de apreciarmos um apresentador no palco, podemos “pesquisar” o que queremos ver no YOUTUBE, ou, ao contrário, se quisermos contribuir, podemos fazer um UP LOAD disponibilizando na WEB a filmagem de nossa festa de aniversário com os amigos e compartilhar com a COMUNIDADE que irá acessar o mesmo YOUTUBE através de seus computadores.
Com portais como o YOUTUBE (existem muitos outros) podemos ver e aparecer para o mundo, estando em casa.
Na outra ponta em algum lugar do mundo, Dimitri, um russo cansado, pois já está trabalhando há horas no desenvolvimento de um componente do seu software, que está elaborando para uma empresa do oriente médio, em seu Home Office, acha por bem relaxar um pouco... navega aleatoriamente nas notícias e artigos do mundo afora, de repente, achou interessante o nome Guará um animal parecido com cachorro ou lobo, tecla em seu PC, a palavra no BROWSER, a janelinha do navegador da internet dos provedores, Google, Bing, Yahoo e Chrome e muitos outros, em questão de segundos aparece a explicação em seu idioma, que Guará é o nome de um lobo
Com os BROWSERS podemos saber sobre quase tudo basta saber procurar, sem sair de casa.
Enquanto Dimitri navegava na internet, entre notícias do dia, twitter, e blogs, a sua esposa Sacha viu aparecer na tela do computador como por milagre a foto de uma bolsa, “do jeito que ela queria”, choramingando e jogando charme no maridão, este não teve outro jeito, senão fazer o pedido de compra no próprio LINK,conexão lógica do software, do Pop Up da ADVERTIZEMENT, ou seja da propaganda, armada estrategicamente.
Com a Web foi criada uma rede de comunicação eletrônica que possibilita o relacionamento de compra e venda sem o consumidor sair de casa.
Mas para Sacha aquela compra da bolsa é um forte motivo para falar com a cunhada, como fazer se é noite fria e está chovendo?
Sacha não perdeu tempo pegou o seu laptop no quarto para acessar o e-mail e contar a boa nova para a Natalia. Mas ao escrever para a cunhada, ao seu lado esquerdo um portal de MSM fica a seu dispor, oferecendo se para a Sacha que a maneira mais completa é conversar no MSM via Webcam enxergando a cunhada na tela do PC... Com isso aquela noite chuvosa não foi empecilho para diminuir a distancia das duas, que ficaram longas horas atualizando o papo.
Com o Messenger as pessoas do mundo todo ficaram acessíveis e comunicáveis, sem necessidade de sair do lugar, independente da distancia e da separação geográfica entre elas.
Lá fora o inverno siberiano tem sido muito rigoroso, porém a mágica da informática sempre tem aberto para Dimitri o portal para mergulhar no seu mundo virtual, ele faz parte de uma classe de pessoas usuárias de computadores que lhes abrem um mundo o qual muitas vezes eles não querem nunca fechar o acesso...
São hábitos, possibilidades, facilidades e recursos que estão ao nosso dispor, entramos nele através de um portal, cujo passe de entrada é uma senha.
Cansado Dimitri já está cochilando sobre a mesa de trabalho, onde está o seu micro e para onde a sua mente foi transportada adentro, minutos atrás, seu último contato com o mundo foi virtual e podemos filosoficamente dizer que ele “entrou” para um mundo virtual, o mundo virtual...para onde todos nós estamos entrando, e de onde talvez não voltaremos.
Fonte RIBEIRO, Vera Masagão. Analfabetismo e alfabetismo funcional no Brasil. Boletim INAF. São Paulo: Instituto Paulo Montenegro, jul.-ago. 2006.
Fonte: Bruno Pires Malaquias O ANALFABETISMO DIGITAL e IBDI